quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

De volta a Magia, mas com moderação


Hoje fui conferir o mais novo – e possivelmente derradeiro – filme da franquia “Crônicas de Nárnia”, o único que eu assisti no cinema, diga-se de passagem.  Apesar de gostar de filmes de fantasia, como não conhecia nada do universo de Nárnia, quando do lançamento do primeiro (“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”) no cinema, eu simplesmente ignorei, por achar que seria uma aventura deveras infantil – o que não deixou de ser verdade.
Só fui mesmo dar uma chance a Aslam e aos irmãos Pevensie ao comprar o DVD numa promoção dessas on line a R$ 12,90, mais para agradar minha filha, que, no alto de seus 3 anos e meio na época, disse ter assistido a um pedaço na escola e gostado “dos bichos que falam!”. E não é que fui surpreendido por uma história que, apesar de infantil, era uma aventura bem legal?  Gostei tanto que acabei comprando o segundo filme, também numa promoção on line, mesmo ele tendo passado nos cinemas poucos meses antes. Mas infelizmente nem eu, nem minha filha, achamos lá essas coisas desse segundo filme; ela porque não tinha mais tantos animais falantes (apesar da menininha linda ainda estar lá!), eu porque a história, mesmo fantasiosa, era deveras inverossível. Mas, ei! Era um filme da Disney, não? Digo, mesmo apenas no papel de distribuidora, a toda-poderosa teria alguma influencia no conjunto da obra, claro! E por isso mesmo seu toque “paz, amor e amizade” em excesso era reconhecível.


Bem, passados dois anos, contrariando previsões da industria e dos críticos, uma vez que o segundo filme não foi lá um grande  sucesso, eis que um novo Nárnia surge para completar ao menos uma trilogia, embora a obra de C. S. Lewis seja completa por sete volumes ( “A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA” é o quinto volume).  Empolgado com o fato, e aproveitando mais uma promoção na internet, eu comprei a obra completa de Nárnia, em um único tomo,  por módicos R$ 10,90. Sim, isso mesmo! Menos de 11 reais para ter todos os livros numa única edição. Não vou dizer que devorei o livro, que tem mais de 700 páginas, mas resolvi ler ao menos “A VIAGEM...” justamente para poder assistir o filme com algum embasamento que eu não tive nos outros. O volume tem cerca de 100 páginas, assim como os outros, e em menos de uma semana devorei-o (só não foi mais rápido por conta dos afazeres da vida...). Sim, a história é infantil. Sim, é uma aventura fantasiosa. E sim, é inverossímil! Mas num universo literário funciona, pois instiga a imaginação. Embora eu tenha gostado da leitura, não consegui imaginar aquela história transposta para o cinema, visto que, embora muito aventuresca, não continha uma linha dramática que pudesse dar a ação necessária para esse tipo de filme. 

De qualquer maneira, peguei minha filha e meu pai (fã dos dois primeiros filmes) e fui conferir no cinema a adaptação. E não é que os roteiristas  Christopher Markus,  Stephen McFeely e Michael Petroni fizeram um bom trabalho? Provavelmente bebendo mais da fonte narniana (como eu disse, eu só li esse volume, então não sei realmente se pegaram uma outra historia das Crônica e mesclaram ai), eles escreveram um roteiro ágil, que se não é totalmente fiel a linha narrativa da história, pelo menos manteve todos os fatos lá (algo que os roteiristas do último Harry Potter poderiam aprender) e, com as inserções dramáticas certas, conseguiram criar uma aventura plausível e verossímil (dentro daquele universo, que fique claro).

Michael Apted, que também dirigiu o excelente “NA MONTANHA DOS GORILAS” e o chatinho “NELL”, conseguiu dar um novo fôlego a Nárnia, transformando o que poderia ser um filme enfadonho numa boa sessão da tarde, daquelas de assistir com muita pipoca e refrigerante, tanto que a FOX, o estúdio da vez, disse estar satisfeita com o andamento das bilheterias e arriscou dizer que talvez haja um quarto filme. Resta aos fãs, esperarem sentados.

2 comentários:

  1. É bom ver um adulto tão interessado no mundo de Nárnia! Ainda não vi o terceiro filme, mas gosto tanto da história que não consigo perceber falhas. Adorei Príncipe Caspian, talvez tenham achado chato o fato de não haver animais falantes porque não tiveram a oportunidade de ler o livro, que explica direito o motivo.

    Pelo que já ouvi falar de VPA, é incrível. Tomara que consigam filmar A Cadeira de Prata. Estou torcendo...
    Gostei do seu blog.

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  2. Também amei Peregrino da Alvorada, cheguei a chorar na despedida de Ripchip, as cenas do quadro foram fantásticas, os tontópodes, demais, achei o final sublime, com as ilustrações do livro ao som de uma trilha adequada, esse Michael Apted sabe das coisas. Abraços.

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