segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Grande!

Wes Andersen ataca novamente! E com precisão! O GRANDE HOTEL BUDAPESTE é até então sua obra-prima! Podemos ver no filme elementos que ele trouxera em todas as suas produções anteriores, todo o realismo fantástico e personagens excêntricos e extremamente cativantes como nos acostumamos a conhecer desde "Os excêntricos Tenenbaums", de 2001.

A história de O GRANDE HOTEL... gira em torno do gerente Sr. Gustave (Ralph Fiennes, excelente!), bajulador e, mesmo com trejeitos efeminados, grande admirador do sexo oposto, principalmente se forem as senhoras hóspedes de seu hotel. Após a morte de uma de suas amantes, ele é acusado do roubo de um valioso quadro (que, aliás, fora deixando a ele como herança) e acaba preso. Daí, o filme que deveria ser sobre os bastidores de um grande hotel, passa a ser sobre fuga de prisão, o que rende sequências antológicas e de extremo prazer para o deleite do espectador.

O roteiro afinado, assinado pelo próprio Andersen e por Hugo Guiness, inspirado nos escritos de Stephan Zwig em, aliado à soberba fotografia de Robert Yeoman (parceiro de Anderson em outras produções, como "Moonrise Kingdom" e "Os Excêntricos Tenembaums") nos leva a um mundo mágico, mas não pela presença de seres mitológicos ou pó de pirlimpimpim, mas sim pela beleza das imagens e grandiosidade dos cenários e da própria história.

Fazem parte ainda do elenco Jude Law, Adrien Brody, William Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Edward "fucking awesome" Norton, Bill Murray, Tom Wilkinson e Saoirse Ronan, todos excelentes, todos extremamente bem dirigidos.

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