terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Gato latino chutando bundas!

Quem é da minha geração tem boas lembranças dos clássicos da Sessão da Tarde. E como clássicos não me refiro apenas àqueles dos anos 1980 que chegaram a tal global sessão de cinema vespertino na década seguinte, como DE VOLTA PARA O FUTURO, OS GOONIES ou CURTINDO A VIDA ADOIDADO. Falo principalmente dos clássicos das décadas de 1950 e 1960, que traziam as aventuras do jovem Elvis Presley no Havaí, ou de sete irmãos broncos a procura de sete noivas formosas, ou ainda de um velho sábio chinês dono de um estranho circo no velho oeste.  Algumas dessas fitas (como diria minha avó de 100 anos) mostravam as aventuras de um herói mascarado que lutava contra os poderosos e opressores no México do século XIX. Sim, estou falando do Zorro, que, além de filmes, teve também um seriado na TV (e não falo do falso Zorro, o tal Cavaleiro Solitário que, paradoxalmente, tinha a companhia do índio Tonto). E é com esse Zorro (personagem, aliás, que Antonio Banderas interpretou duas vezes no cinema em filmes duvidosos) que o Gato de Botas (dublado originalmente por Banderas) se parece. 


Advindo da literatura infanto-juvenil, o Gato de Botas que aprendemos a amar na quadrilogia Shrek cresceu e ganhou seu próprio filme (e não duvide, uma trilogia até). Aqui conhecemos a origem do herói. E se você lembra-se da história original de Charles Perrault, pode esqueça-la; nada de Marquês de Barrabás, plebeus e princesas. O Gato, como é chamado mesmo, é deixado ainda bebê num orfanato, onde conhece Humpty Alexander Dumpty, o ovo da história de Lewis Carroll (de Alice) e com ele funda o “clube do feijão”, que tem como objetivo achar os tais feijões mágicos que levariam ao castelo do gigante que guarda a gansa dos ovos de ouro! Nossa, muito conto da carochinha junto, né? Pois o que parece ser a premissa para um samba-do-crioulo-doido (ops, desculpe, sou da geração politicamente incorreta mesmo), se tornou o enredo para uma das aventuras mais legais do cinema esse ano, com um gostinho de Sessão da Tarde dos anos 1980 que pede biz!

Tecnicamente perfeito (pode-se contar os fios do pelo do gato!), o filme ainda tem cenas de ação de tirar o fôlego, e imagino que o 3D tenha sido usado muito adequadamente aqui (falo isso porque, como já sabem – e se não sabe é porque é a primeira vez que visita meu blog, então, obrigado e seja bem-vindo! – não enxergo em 3D por conta da visão monocular). Ponto para o diretor Chris Miller, que tem nas costas os sucessos Madagaskar, Montros VS. Alienígenas e os três primeiros Shrek. As gags, como sempre, devem agradar mais aos adultos que às crianças (eu, pelo menos, ri muito mais que minha filha de 6 anos no cinema), mas o roteiro de Bryan Lynch  jamais as ofende, nem deixam os adultos entediados. É diversão para toda a família, com certeza!

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