domingo, 6 de maio de 2012

Avengers: a vingança de Hulk

Abram alas para o Hulk! Sim, isso mesmo que você leu. Afinal, finalmente tivemos um filme a altura do monstro verde mais querido da garotada depois do Shrek (bem, isso depende de quantos anos você tem)! Com dois filmes no currículo, um sofrível, outro meia-bomba, mas até que divertido,  poderia-se dizer que seria o adeus ao controverso herói das telonas por muito tempo, mas depois de OS VINGADORES, dirigido por Joss Whedon (que também assina o roteiro em parceria com Zack Penn),  dificilmente não teremos outro filme da carreira solo do verdão.

Mas por quê tanta bajulação?  você pode estar se perguntando. E eu digo: a reunião dos super-heróis mais famosos da Marvel  (o Homem-Aranha ficou prometido para o próximo), além de ser espetacularmente pipoca da melhor qualidade, com ação do inicio ao fim, conseguiu, talvez não propositadamente, dar muito destaque ao monstro do Dr. Banner. Não que os outros ficassem apagados (particularmente eu dispensaria com muito gosto o personagem do Gavião Arqueiro, interpretado pelo chato  Jeremy Renner), mas Hulk, além de ter sido digitalmente criado com muito mais esmero que nos dois filmes de sua franquia (palmas merecidas para os designers da fita),  encontrou um intérprete (Mark Ruffalo) que soube lhe dar a humanidade necessária na pele do Dr. Banner. Suspiros para Scarlett Johansson, maravilhosa e muito bem "vestida" na pele da Viúva Negra, papel que repete após Homem-de-Ferro 2. Robert Downey Jr., solto em cena, é mais uma vez o próprio Tony Stark. Chris Evans e Chris Hemsworth completam o elenco como Capitão América e Thor, respectivamente.

A história do filme em si soa um tanto confusa no início para quem não acompanhou os prelúdios (Thor e Capitão América, principalmente), mas de maneira bem frenética ela engrena, apresentando um a um os personagens, suas psiques e seus objetivos. Exageros a parte no roteiro (necessários até, afinal é um filme sobre super-heróis), com algumas falhas (confesso, até insignificantes) Joss Whedon consegui a proeza de não superestimar ou mesmo subestimar os fãs dos personagens criados por Stan Lee (onipresente em todos os filmes) e Jack Kurby e levou a telona uma ópera épica com gostinho de quero mais.  O único senão foi a escolha do Loki (o talentoso Tom Hiddleston) como o grande vilão do filme; sua afetação shakespieriana chega ser risível perto de seu objetivo de conquistar a Terra.

A equipe dos efeitos especiais  (já elogiados por conta do Hulk) merecem ser lembrados  também pelas cenas da batalha final, onde meia Manhatan é destruída por ordas vindas do outro lado do universo (a destruição da Grand Central Station, para mim, foi chocante!).

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2 comentários:

  1. A melhor cena do filme definitivamente foi o encontro do Hulk com o Loki.

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    1. Não diria a melhor, mas uma das! Aliás, as melhores cenas são com o Hulk, não a toa eu o classifiquei como um NOVO FILME DO VERDÃO!

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