quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dublado x Legendado: Os benefícios da escolha

Você gosta de cinema? Você prefere filmes legendados ou dublados? Parece uma pergunta muito simples e na verdade, sim, é simples, assim como sua resposta. Seja ela favorecendo os filmes legendados ou favorecendo os filmes dublados, é pura e simplesmente uma questão de gosto, certo? Por mim, certo. Mas algumas pessoas, ditas especialistas no assunto, estão publicando matérias na imprensa e on line (blogs) defendendo um ou outro ponto de vista e ainda agredindo desnecessariamente aqueles que pensam diferente delas. Sim, Pablo Villaça, falo de você também.

No extremamente bem escrito, mas deveras agressivo, post publicado por Pablo Villaça, um dos críticos de cinema mais admirados – e talvez até odiados – do Brasil, “finamente” intitulado “Os malefícios da dublagem”, o autor gera polêmica ao chamar de “medíocres” e “ignorantes” aqueles que, por gosto pessoal, preferem assistir a um filme dublado, em detrimento a sua versão original. Percebendo a mancada, Pablo se retratou, assumindo o erro no tom agressivo, o que por si só demonstra o seu caráter e sua humanidade, mas manteve sua opinião (não se esperaria o contrário) e nem deu o braço a torcer. Para ele, o filme dublado destrói sem do nem piedade o trabalho de meses (talvez anos!) de um grupo de artistas e técnicos envolvidos no filme (ou desenhou ou seriado), mas se esquece de que outros artistas e técnicos tão qualificados quanto aqueles outros dispõe de seu suor, criatividade e tempo para adaptar a tal obra para outro idioma, na maioria das vezes de forma digna e que nada deixam a desejar à versão original. Falo, claro, das boas dublagens, dos bons e profissionais dubladores e estúdios. Falhas existem, claro, nada é perfeito, mas para um nível de comparação equilibrado, vamos nos focar apenas nas boas dublagens, assim como nas boas atuações.

Pablo, em seu texto, enumera itens que seriam os pontos defendidos pelos, como ele chama, “dublófilos” e os destrói sem piedade. Com algumas dessas “destruições” eu até concordo, como o fato dos que defendem os analfabetos que não poderiam ir a um cinema que não tem cópias dubladas (como se analfabetos realmente tivessem condições financeiras ou interesse cultural de ir ao cinema) ou a escassez do mercado para os dubladores profissionais (como se não houvesse mercado abrangente em home-video, TV abertas, fechadas e afins). Em contrapartida, alguns outros pontos ele defende cegamente sem ao menos analisar melhor o ponto de vista da outra parte, como o fato das legendas atrapalharem o filme. Sim, elas atrapalham.  O cinema, enquanto produto áudio-visual, é para ser apreciado como um todo, e desviar os olhos para a parte de baixo da tela pra ler um diálogo tira a atenção do espectador da cena, mesmo que por poucos segundos, quando um objeto importante naquele momento pode simplesmente desaparecer na tomada seguinte e até fazer com o que o texto lido não faça o menor sentido. Mas Pablo acha que isso é preguiça ou incapacidade do espectador de ler rápido, algo que seu filho de 8 anos, segundo ele, faz com maestria. Pablo também acha que a “pequena parcela da população” representada por deficientes visuais não têm direito de ir ao cinema, ou quando muito, que se contentem com os filmes com trilhas áudio-descritivas (mas, Pablo, e se as trilhas forem no idioma original?!).

Dando continuidade a seu texto, Pablo enumera então itens que, segundo ele, justificam a presença das legendas em detrimento a dublagem, como a qualidade técnica da mesma juntamente com a engenharia de som. Segundo ele, o filme dublado “mata” todo os processo e inviabiliza a apreciação total do som original, não somente dos diálogos. Claro, se formos comparar o som original com qualidade das dublagens de uns anos atrás, ele até tem razão, pois haviam poucos canais de áudio numa fita e fatalmente alguns deles eram “apagados” ou ignorados na dublagem. Hoje, com o avanço tecnológico, é possível ter os mesmos elementos das trilhas de áudio tanto nas versões originais quantos na dubladas (quando bem feitas, claro), mixados em DTS-HD Master Sound de 7.1 canais, por exemplo. Mas Pablo acha que não, que se você não percebe a diferença do barulho de um alfinete caindo na versão original com o da versão dublada, é porque você é surdo.

Pablo ainda destrói o trabalho de dubladores profissionais, que são atores e atrizes com formação, ao dizer  que “aceitar a dublagem é aceitar pegar todo o trabalho de composição de um ator, selecionar uma parte fundamental deste e atirá-la fora, substituindo-a por um elemento criado sem estudo, sem cuidado e com pressa.”. Muito me espanta ele dizer isso, já que é sabido que o trabalho de dublagem, assim como a remixagem do som, não é feito em algumas horas ou dias, mas mesmo em semanas, justamente para garantir a qualidade do filme. E, novamente digo, quando bem feita, o que, aliás, tem se tornado uma constante em nosso país, com exceção das vezes em que chamam “celebridades” para dublar, como o péssimo trabalho feito pelo Luciano Huck em Enrolados, uma vergonha!

A verdade é sou de uma época em que, afora nas salas de cinema, nós só tínhamos acesso a filmes pela boa vontade de programadores das TVs abertas (no caso, Globo e SBT, Bandeirantes e Record quase não exibiam filmes...) e, claro, filmes dublados.  E cresci acostumado a ver meus artistas prediletos falando português, seja em seriados, seja em filmes. Claro que nos cinemas eu sempre dei preferência a filmes legendados, mesmo porque até bem pouco tempo atrás, nenhuma sala de cinema no país tinha um bom sistema de som (aliás, poucas ainda têm) e ouvir um diálogo era quase impossível. Mas eu gostava de ver filmes dublados, e ainda aprecio, principalmente animações, e não somente porque as assisto na companhia de minha filha de 6 anos (que sim, Sr. Villaça, lê desde os 5 e muito bem), mas porque o trabalho da dublagem traz o universo daquele desenho para bem próximo a nossa realidade, inserindo expressões típicas de nosso povo. Um exemplo disso é ver Homer Simpson assoviando o hino do Flamengo, ou Alf (entrando na seara dos sitcoms) dizendo “Ta limpo!”, na voz do insubstituível Orlando Drummond.

Filmes inesquecíveis, reprisados exaustivamente nas Sessão da Tarde e afins, têm sua versão dublada encravada no imaginário (e coração) popular, como De volta para o Futuro, Conta Comigo (sim, com aquela dublagem cheia de ecos), Férias do Barulho (Private Resort), Os Goonies e o hors-concours  Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off), um não tão raro exemplo de que o filme dublado é melhor do que o original (menos na opinião do Pablo). Não à toa os fãs sempre se preocupam em saber se nos DVDs e BDs desses filmes contém a versão com a qual cresceram assistindo seu filme predileto.

Mas não sejamos injustos, o motivo do post de Pablo originalmente era para alertar sobre a decisão das distribuidoras que têm lançados filmes no cinema com mais cópias dubladas do que legendadas (no caso das animações, apenas cópias dubladas chegam às salas, não importando se tais filmes têm como publico alvo os adultos, como no caso do chatinho Rango).  É preciso sim dar opção ao cliente, seja ele defensor da dublagem, seja ele defensor das legendas - se no home-video podemos escolher (como eu disse, uma questão de gosto), por que não no cinema? . Mas ai caímos em uma deficiência mais ampla de nosso país: a falta de salas de cinema. Se pensarmos no Brasil como um todo, onde não dispomos de mais do que 2500 salas de cinema (e somos uma população de aproximadamente 180 milhões de habitantes espalhados em mais de 5.500 municípios, dos quais apenas 8% têm efetivamente ao menos uma sala de exibição), a grande maioria da população só assiste filmes, sejam eles brasileiros ou estrangeiros (leia-se: americanos) através da telinha da TV aberta. E, portanto, dublados.  Mas isso é assunto para outro post...

Fique aqui com "OS DONOS DA VOZ", o especial sobre Dublagem que foi ao ar no HBO:

PARTE 1


PARTE 2


15 comentários:

  1. ah cara, discordo. concordo só na parte em que pablo villaça exagerou no tom, mas não concordo mesmo com seus argumentos, mesmo muito bem exemplificados

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  2. OK, Vinícius, todos temos direito a nossas opiniões!

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  3. Não gosto de filmes dublados, tampouco gosto de ver mais de metade das sessões de cinema sem filmes legendados. Não poderei nunca concordar, porém, com os argumentos extremistas e arrogantes do Pablo Villaça sobre o tema, e considero importante seu texto-resposta nesse sentido. Um filme é prejudicado por uma má dublagem da mesma forma que é prejudicado por uma má legendagem, e acima de tudo é importante lembrar que a dublagem é um trabalhado feito POR PROFISSIONAIS que merecem respeito pelo seu trabalho, dedicação e formação profissional. Meus parabéns pelo corajoso texto.

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  4. não preciso ser tão contundente quanto o PV mas concordo com ele.

    não vejo como qualquer dublador nacional pode ter capacidade para dublar um Robert De Niro ou um Morgan Freeman da vida ...

    sinceramente, mesmo os filmes SEMPRE (sim, sempre) citados, como curtindo a vida adoidado, goonies e afins eu prefiro ver legendado.

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  5. Pois é, Fabiano, certamente Morgan Freeman, de Niro, Nicholson e tantos outros, até mesmo o telentosíssimo e infelizmente falecido Ledger são melhores no original.

    Talvez eu tenha dado a falsa impressão de que prefiro filmes dublados. Essa não é a verdade. Eu prefiro filmes no idioma original. Mas não desmereço o trabalho dos dubladores, muito menos o público que prefere SEMPRE filmes dublados.

    Como eu disse, uma questão de gosto. E até de escolha.

    Ah, CURTINDO A VIDA ADOIDADO é OBRIGATÓRIO DUBLADO!

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  6. Poggi, eu acho que respeitar quem gosta de filme legendado é igual respeitar quem gosta de Ke$ha (que m... foi aquela no Rock in Rio?) e Justin Bieber. Só porque vc respeita o apreciador, não quer dizer que ache a coisa apreciada menos lixo. Pra maior parde dos casos, dublagem é mutilação.

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  7. A respeito da qualidade, em um filme filmado o idioma original é algo que ao meu ver não deve ser separado, pois faz parte da atuação; mas em animações a coisa é outra, e acho que a dublagem é bem-vinda, até mesmo pq é um gênero dublado por natureza, neh. Gosto é gosto, mas qualidade é qualidade e não se descute... o idioma original sempre será parte dos atores.

    Abs!!!

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  8. Victor, certamente! Mas se levarmos em consideração todos os itens discutidos, o ideal SEMPRE será o filme em seu idioma original, seja ele qual for, e SEM LEGENDAS. Ou você domina o idioma daquele filme ou não assiste. Extremistas pensam assim... O mote aqui é a ESCOLHA: é preciso atender a todos. Da mesma forma que um filme em 3D deve ter seu equivalente em 2D (e não temos visto isso por ai, né?).

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  9. Eu cheguei a ler essa texto do Pablo quando ele foi lançado, é desde aquele momento que venho ensaiando expor minha opinião sobre isso em meu blog. http://www.zonanerd.com.br/2012/02/dublagem-a-arte-dos-ignorantes/

    Concordo em dizer que alguns filmes são melhores dublados sim, mas que mesmo assim temos que tem um equilibrio do mercado, pq eu mesmo já quis ver um filme legendando no cinema e não consegui.

    Fora isso, temos que manter o respeito com quem prefere um ou outro. Sempre.

    Abs Rafael

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  10. Respeito todas as opiniões, menos aquelas que falam que a dublagem é um lixo, as pessoas que citam isso não sabem o que estão dizendo. Eu sou o tipo versátil, vejo dublado e legendado sem problema algum, agora dizer que a dublagem é péssima, isso é uma mentira, já assisti filmes dublados que ficaram melhores que os originais, eu cheguei a ver filmes legendados que os atores não tinham tom (vocação), umas vozes ridículas fracas que davam até desanimo, então cheguei a ver estás versões dubladas e me dei conta de que nossa dublagem é excelente, a tal ponto de salvar vários filmes, pela sua competência magistral. A dublagem não existe só aqui no brasil, mas sim no mundo inteiro, tanto em filmes e desenhos. As pessoas falam que a dublagem muda o texto original isso é uma grande mentira, a dublagem muda os aspectos que saem no mesmo significado, isso até uma criança de 10 anos sabe, vocês acham mesmo que se a dublagem muda-se o texto pra valer, a imprensa não caía matando, isso são coisas que não é preciso nem dizer, vocês que criticam a dublagem deveriam saber. Dubladores como, André Filho,Cassius Romero,''Darcy Pedrosa'',Garcia Júnior,Luiz Feier Motta,Márcio Seixas,Márcio Simões,Newton da Matta,Orlando Drummond,Paulo Flores,Sílvio Navas,Selton Mello,Vera Miranda,Tatá Guarnieri e tantos outros, sempre dublaram a maioria das vezes, os mesmos atores e são dignos de aplausos por se esforçarem tanto e mostrarem para todos nós um belo trabalho. E agora não vêem dizer que sempre viram coisas legendadas por que isso não é verdade, a tv aberta sempre exibiu filmes e desenhos dublados , então por favor não venham querer bancar uma de critico ou falso intelectual, porque todos neste país por falta de opção na tv, já viram filmes, desenhos e séries dublados e acharam bom. O que falta nas pessoas é competência e opinião própria , para conseguir enxergar um trabalho bem feito, seja na musica, dublagem e filmes nacionais etc. A versatilidade e a opinião própria é a essência da alma, quem ainda não aprendeu a ver a ótima qualidade da dublagem, não será um cinéfilo de verdade, por não notar uma coisa que ainda irá crescer muito no ramo cinematográfico, por que hoje são os americanos que imperam o cinema, amanhã podem ser o Japão, França, Espanha, Índia, Brasil, e então todos precisarão dela, pela saudade de ver e ouvir algo em seu idioma, ou seja a incrível e excelente arte da ''dublagem''!.

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  11. Gosto tanto de legendados quanto dublados. Agora é um exagero dizer que os originais são sempre melhores que os dublados. No caso dos filmes de "carne e osso" há boas e más atuações no idioma original como também há boas e más dublagens. Agora nas animações não tem como comparar: tirando as dublagens oportunistas que você citou, tipo a do Luciano Huck, a dublagem brasileira dá de 1000 a zero nas trilhas originais...

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  12. Acho que não só gosta de dublagem deveria aprender inglês,assim nem precisaria de legenda.

    Muitas das legendas também alteram o contéudo original,um caso classico é o "filho da mãe",se soube o inglês você teria acesso ao contéudo original.

    Acho esta preferência radical ao legenda,é apenas uma louvor cego ao idioma britanico/Estadunidense,porém estas pessoas não tem eficiencia real para domina-los

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  13. A nossa dublagem foi considerada uma das melhores
    Eu fui ao cinema assistir a era do gelo 4 com minha prima,dps fui ver a versão original,eu particulamente achei a dublagem bem melhor(aposto que mts concordam comigo que em animaçoes as dublagens são bem mais fortes).Quanto a filmes é relativo,as vezes o ator n interpreta mt bem e o dublador faz o trabalho bem feito ou as vezes o ator e tão bem trabalhado que é melhor assistir legendado.

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  14. Sabe, a questão de filmes legendados nunca foi problema para uma boa parte da classe-média-média-mesmo que, tendo bom nível educacional, sempre teve abertura e chegou mesmo a desenvolver o gosto e o respeito pelo filme com o idioma original.

    O áudio original é vastamente superior em qualidade técnica (a dublagem apaga sons, muitos dubladores da nova geração precisam ir para um fonoaudiologista, aprender a colocar a voz e - se cariocas - a tirar o chiclete da boca), e em qualidade dramática. Sinceramente, acho a tese de que um dublador (normalmente, um ator que não se firmou nas novelas ou no cinema) seja capaz de igualar sua interpretação à de um figurão de Hollywood é completamente inverossímil.

    A dublagem só passou a ser um "problema" quando: 1) houve uma invasão da chamada "classe C" para a TV paga (crasse Cê" é como eu os chamo). Adicione-se a isso o fato de que uns cabeças-de-bagres de canais resolveram não transmitir o áudio original num segundo canal. A tecnologia está aí, mas eles acharam melhor nivelar por baixo. resultado, há certos canais que eu não assisto mais,pelas dublagens ridículas. Quando digo "ridículas" quero dizer: 1) português pobre, 2) voz sem treinamento de dicção e empostação; 3) sem moderação de sotaque (se você é carioca, pode achar normal tanto "xis", mas se você não é...cansa! E vogais ABÉRTÁS DÍMÁIS me fazem correr - nem tentem! Moderação de sotaque é uma prática adotada mundialmente em emissoras de TV. Aqui, parecem achar que todo mundo vai gostar de ouvir o seu sotaque particular. O melhor sotaque, o mais "universal" para o Brasil é o, digamos, "paulista light" (não, não sou paulista).

    Agora, pessoalmente fico estarrecido que as pessoas tenham ascendido de nível financeiro, mas não querem melhorar seu nível intelectual, aproveitando a oportunidade que a TV paga nos dá para nos aperfeiçoarmos em línguas estrangeiras. Sabe, a classe-média-média-mesmo está aí, fazendo seus cursos de idiomas (inglês - principalmente -, francês, espanhol, etc...Conheço gente que estuda russo (exporta carnes), alemão (é engenheiro), japonês (do teatro), grego (é filósofo), ... enfim, esta é a diferença entre a "velha" classe média, e os ascendentes da era do Brasil do Lula e pós-Lula.

    Por fim, o que me deixa mais entristecido nesta "guerra" de dublagem X legenda é que é uma falsa guerra. A tecnologia está lá, mas alguns canais deixam de transmitir o som original e legendas. Sobre as legendas, eles dizem que "custa" mas, sinceramente, transmitir o equivalente a algumas folhas de TEXTO, num canal digital de banda larga, "custa"???!!!! Este é o mais VAGABUNDO dos argumentos. Alguns canais mudaram, nitidamente, e eu não mais os assisto (Sony, por exemplo).

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  15. Odeio filme legendado,é insuportável ter que ficar lendo o tempo inteiro,e mesmo que neguem,é impossível se concentrar nas duas coisas ao mesmo tempo (tanto na legenda quanto na cena) mas quem entendo quem gosta,gosto é gosto,né?
    Eu tava procurando pela net inteira o filme Centopeia humana (de terror) dublado,mas em todos os sites só tem legendado,e mesmo os sites que dizem ter o filme dublado é mentira, não tem,é tudo legendado,e é um absurdo tentarem enganar o público!

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