quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Longe dos olhos, perto do coração

O que os olhos não vêem o coração não sente, diz o ditado. E é mais ou menos isso o que prega o roteiro de "A Origem dos Guardiões", nova animação da Dreamworks, escrita por David Lindsay-Abaire (baseado no livro de William Joyce) e dirigida por Peter Ramsey (de “Como treinar seu dragão”). Mas mai do que ver, é preciso acreditar. É com base nessa crença, nessa fé que as crianças têm nesses seres místicos que as visitam ao menos uma vez por ano, que esses seres, esses guardiões ganham seus poderes e se tornam seus guardiões, título dado pelo mais que místico "Homem da Lua" (seria Deus?).

O filme começa com o "nascimento" de Jack Frost, um ser místico que para nós brasileiros não quer dizer coisa alguma, visto que não temos neve no país (ok, nas serras gaúcha e catarinense neva, mas, convenhamos, isso não conta). Jack é um ser brincalhão, um Pan, cujo maior atributo é... fazer nevar! Como as crianças hoje estão carecas de saber que a neve cai do céu quando a chuva "congela", ninguém o vê, ninguém ao menos dá importância a ele. Isso há três séculos! O coitado brinca com as crianças, criando rampas de gelo, desenhos com flocos de neve e gelo, e tudo o mais, mas ninguém o vê, sequer menciona seu nome, o que o deixa deprimido. Quando um sombrio vilão conhecido como... Bicho Papão (!!!) ameaça a quietude das crianças, o "Homem da Lua" (que nunca aparece, é apenas o brilho da lua cheia, o que deixa tudo mais lúdico) percebe que sua liga precisa de ajuda para que as crianças continuem acreditando neles, ele decide que um novo guardião deve se unir ao grupo, Jack Frost é convocado a contra-gosto. Apesar de almejar ser acreditado e querido, ele não quer essa responsabilidade. Tudo o que ele quer é curtir a vida (?!). Mas o chamado é maior do que ele e é então que nossa jornada do herói toma rumo e o filme deslancha.

Recheada de tiradas que agradam crianças de todas as idades (principalmente àquelas que levaram as suas crianças ao cinema, como é de praxe nas animações modernas), o filme e uma excelente pedida para essa época em que a imaginação infantil e a fantasia estão sendo subjugados por gadgets modernos e consumismo exacerbado. A ação é contínua e as risadas são garantidas. Pra sair leve do cinema.

Um comentário:

  1. Levei minha prima pra assistir e acho que me diverti mais que as crianças presentes na sala. XD
    Acho que 2012 foi o ano que mais vi filmes ditos "infantis" e gostei de quase todos.

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