segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A piada do metrô-Rio (5)

Todos os cariocas e usuários do capenga sistema metroviário do Rio de Janeiro aguardavam ansiosos a chegada dos novos trens prometidos para o ano passado e que finalmente começam a dar as caras por aqui. Semana passada uma viagem inaugural oficial juntou no mesmo vagão o nosso (des)governadorm Sérgio Cabral, seu séquito, do qual fazem parte o secretário de transportes Julio Lopes (que aparentemente nunca usou os meios de transportes públicos na vida) e o prefeitinho do Rio de Janeiro, Eduardo Paes(palho), outro menino da Barra que nunca sequer andou de ônibus na vida, quiçá de metrô. De cara, os jornalistas que acompanharam a comitiva PMDBista nessa viagem flagraram algumas irregularidades no novo e moderníssimo trem, sendo a mais grave o desnível de quase dez centímetros entre os vagões e a plataforma,   Não é nada, não é nada, acidentes estão passíveis de ocorrer uma vez que a massa mal-educada usuária do metrô não respeita ninguém.  Isso sem falar na dificuldade enfrentada por cadeirantes e outros passageiros com alguma dificuldade de locomoção, como noticiou hoje O GLOBO (leia aqui a matéria). Para Cabral e sua turma, tudo está ótimo. O (des)governador chegou a alardear que a chegada desses trens seria o verdadeiro legado deixado para a cidade após as Olimpíadas de 2016. 


O que Cabral e sua turma deveriam saber (aliás, eles sabem, mas não estão nem aí) é que, mais do que trens modernos e bonitinhos, o legado que o povo do Rio de Janeiro precisa é o da ampliação da malha metroviária da cidade. Não, não somente a esticadinha da Linha 1 até a Barra (apelidada de Linha 4) ou do estupro da Linha 2 nos trilhos da Linha 1. Estou falando de uma verdadeira malha com várias linhas e interligações entre as mesmas em pontos estratégicos, não somente no Rio, mas como na cidades vizinhas, a exemplo de Niterói, que precisaria de ao menos duas linhas para desafogar o sue conturbado trânsito.

Quem conhece esse blog há algum tempo, sabe que já apresentei algumas idéias de linhas tanto na zona sul quanto na zona norte para melhorar o fluxo de passageiros e otimizar o sistema. Neste post, vou apresentar minha idéia para TODO O SISTEMA, com as linhas para zona oeste, zona norte e zona sul, além de Niterói. Não citarei todas as estações, apenas aquelas em que haveria ligações com as outras.

A Linha 1 seria circular, como previsto originalmente, e teria 5 estações para conexão com outras linhas: na Gáela, com a Linha 4, em Botafogo, Carioca e Central, com a Linha 2, na Uruguai, com a Linha 7, com quem também poderia ser feita conexão na Carioca.

A Linha 2 permaneceria entrando nos trilhos da Linha 1 até Botafogo, sistema com que os cariocas acabaram se acostumando, ela não pararia em todas as estações; apenas na Central, na Carioca, na Glória em em Botafogo. 

A Linha 3, vinda de Itabraí, via São Gonçalo, chegaria até a Praça XV, com conexão com a Linha 7 ali. Também haveria conexão com a Linha 5, que viria de São Francisco, via Icaraí.

A Linha 6 iniciaria na Alvorada, onde haveria conexão com a Linha 4, e iria até o Aeroporto Tom Jobim, com conexão no Engenho Novo com a Linha 7, e em Del Castinho com a Linha 2. Poderia se conectar também a Linha 9, que faria todo percurso de Cocotá, na Ilha do Governador até o Aeroporto Santos Dumont. Haveria então conexão no Aeroporto e no Fundão.

A Linha 9 então se conectaria a Linha 8 na Rodoviária Novo Rio,  na Praça Mauá, seguiria por baixo da Averina Rio Branco até encontrar novamente com a Linha no Aeroporto Santos Dumont.

A Linha 8 seria a segunda linha da zona sul, indo de Copacabana a Central, passando pelo Santos Dumont, Rodoviária, podendo-se alongar até a Central, por debaixo das Av. Francisco Bicalho e Presidente Vargas. Na Praça XV se conectaria as Linhas 7 e 3.

Para entender melhor, veja o esquema e o mapa abaixo (clique para ampliar):


esquema das linhas

visualização geográfica das linhas

Sim, isso tudo seria um sonho e não o vejo sendo realizado, infelizmente, ainda esse século (se o mundo não acabar no final deste ano, rs). Impossível não é: vemos exemplos de malhas metroviárias mais complexas que essa em diversas cidades mundo a fora. O que falta aqui não é nem dinheiro; é vontade política.

Um comentário:

  1. A expressão "Estupro da linha da linha 2 nos trilhos da linha 1" ficou perfeita, heheheeh...Só rindo para não chorar.

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