quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Combo 3 em 1 da melhor qualidade

Nos anos 1980 um bom filme de ação tinha que ter tiros, perseguição, mulheres bonitas e gostosas e muito sopapo. Essa era a fórmula do sucesso. Se tivesse um bom roteiro então, melhor ainda. E entenda-se como um bom roteiro não algo digno de Oscar, mas que fizesse um mínimo de sentido para o público. Nessa época tivemos clássicos como Rambo, a série Rocky, Falcão, Comando para Matar, Predador, Duro de Matar... Com o passar dos anos, essa fórmula foi se desgastando e os nosso heróis de ação tiveram que se adaptar a papéis menos dinâmicos e roteiros mais adultos – ou colocar tudo a perder mesmo em filmecos que só tinham como objetivo angariar o suado dinheirinho do público desavisado e pouco exigente. 

Ai veio uma verdadeira revolução tecnologia e personagens de carne-e-osso passaram a contracenar com personagens criados por CGI (computação gráfica), tecnologia que só vem se aprimorando ao passar dos anos. Infelizmente essa tecnologia anda sendo usada para o mal e muita porcaria continua sendo enfiada guela abaixo dos espectadores menos exigentes (leia-se: aqueles que só querem saber de efeitos visuais mesmo). Chegaram a nós então “pérolas” totalmente descartáveis como Transformes 2 e 3 e os dois primeiros episódios da nova trilogia de Guerra nas Estrelas (o terceiro filme se salva por pouco).


Mas eis que surge um diretor, Shawn Levy, ele mesmo responsável por sucessos de bilheteria totalmente questionáveis em termos de qualidade, como Uma noite no Museu 2, Doze é demais e Recém-casados, e resolve dar um basta nisso. Juntando referências de todos aqueles filmes de ação dos anos 1980 e da mais alta tecnologia de CGI (sem ter que apelar para o quase sempre desnecessário 3D), ele e o roteirista John Gatins realizaram simplesmente um dos melhores filmes-pipoca dos últimos anos, e ouso dizer o melhor do ano passado (2011). Real Steel, baseado levemente num conto de Richard Matheson, conta a história de Charlie Kenton (Hugh Jackman), um ex-lutador de Box fracassado que tenta o sucesso a todo custo no submundo das lutas entre robôs (o box e todas as lutas entre humanos foram banidas devido a crescente sede de violência por parte dos espectadores). Afundado em dívidas e fugindo de seus credores como o diabo foge da cruz, ele se vê numa situação inusitada: sua ex-mulher morreu e ele tem um filho Max de 11 anos que nunca conhecera (Dakota Goyo, mais um rostinho infantil talentoso que só Hollywood é capaz de achar). Apesar de concordar em dar a guarda do garoto para a tia, a um custo de US$ 100 mil dólares (pagos pelo marido da tia), ele tem que ficar com o garoto duranta o verão. O menino, desesperado por uma figura paterna, se mostra além de tinhoso com o pai, um gêniozinho da robótica ao desenterrar um antigo robô sparring (aquele que só apanha nos treinos) de um lixão e transforma-lo num verdadeiro gigante de aço, capaz de até desafiar o grande campeão dos ringues nas lutas oficiais. Juntos, pai, filho e robô terão que se conhecer e lutar pelo sucesso.

Recheado de frases de efeito, o roteiro redondinho e altamente previsível, é uma mistura de vários clássicos, como eu disse antes, com um toque perfeito de CGI. Destaca-se então Rocky (principalmente o último filme da franquia, onde Rocky tem que provar que não é um velho acabado), Falcão (pai e filho num caminhão na estrada, tendo que se aturar) e Transformers. E está exatamente ai a esperteza do diretor e do roteirista, que lançam mão dos robôs unicamente como entretenimento. Desprovidos de emoção e inteligência, eles estão na fita apenas para digladiar e não para serem levados a sério (como Michael Bay erroneamente pretendia em sua trilogia). O emocionante final é capaz de tirar lágrimas das moças (que só toparam assistir a fita por conta de Hugh “Wolwerine” Jakcman) e despertar  a fantasia dos marmanjos, que sonham em vencer na vida e ter ao seu lado uma beldade como Evangeline Lilly (a Kate, de LOST).

2 comentários:

  1. Olá, colega!

    A equipe do Pudim de Cinema está migrando para o Injeção Cinéfila. Apareça por lá!

    http://injecaocinefila.wordpress.com/2012/01/19/bem-vindos/

    abs!

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