segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CAVALO DE GUERRA BOM PRA CACHORRO!

Fãs de cinema e de Hollywood (não, não há redundância aqui!) sabem que todos os anos, mais ou menos entre novembro e janeiro, estreiam os melhores filmes do ano. Enquanto o período de julho a setembro é considerado a alta temporada para os filmes pipoca de verão, época das férias da garota quando os estúdios entopem as salas com pirotecnias desnecessárias para um bom entretenimento, é agora nesta época do ano que os filmes mais sérios, que almejam alguma indicação ao Globo de Ouro e ao Oscar (as principais premiações do mercado estadunidense) chegam as telas. E volta e meia temos grandes nomes na direção desses filmes. Uma dessas figurinhas tarimbadas é Steven Spielberg, o mesmo que inventou há 35 anos o “filme de verão”, com TUBARÃO. Não há contradição aqui, apenas a versatilidade de um grande diretor. Com CAVALO DE GUERRA, que até poderia ser um filme de verão também, Spielberg brinda o espectador com uma emocionante história a la Sessão da Tarde.

Diz Spilberg que após assistir a montagem inglesa de War Horse (baseado no romance de Michael Morpurgo) ele sentiu que deveria levar essa magnífica e improvável história aos cinemas com grandiosidade. Apoiado no roteiro quase melodramático de Lee Hall e Richard Curtis, Spielberg conta com perfeição (os efeitos ópticos e digitais trabalham em perfeita harmonia aqui) a história do potro Joey, criado com esmero pelo garoto fazendeiro Alby Narracot (Jeremy Irvine, uma boa aposta) e que para saldar uma dívida da fazenda, é vendido quando eclode a Primeira Guerra Mundial ao capitão Nicholls (Tom Hiddleston, o Loki de THOR) da cavalaria de sua Majestade.  Alby fica arrasado, claro, mas faz a impossível promessa ao amigo equino de que ele vai encontra-lo novamente e que juntos voltarão para casa. A partir de então o foco da história passa a ser totalmente o cavalo Joey, que logo na primeira batalha fica sem seu cavaleiro e junto com um amigo cavalo (mais Spielberg impossível!) vai parar nas mãos dos alemães, que os utilizam como tração animal na locomoção de pesados armamentos pelo front.  

O resto é história. E se você como eu é fã de Spielberg (do bom Spielberg, não daquele que fez “pérolas” como GUERRA DOS MUNDOS e O TERMINAL) sabe como essa história termina. Então me abstenho de soltar spoilers. De qualquer forma, o filmaço que é CAVALO DE GUERRA, que tem uma exageradamente melosa, mas ainda assim belíssima trilha sonora assinada pelo mestre John Williams, parceiro de sempre de Spielberg,  e fotografia primorosa de Janusz Kaminski (outro parceirão do diretor, com quem trabalhou em LISTA DE SCHINDLER, AMISTAD e O RESGATE DO SOLDADO RYAN, por exemplo), é um entretenimento de primeira qualidade, digno da época em que foi lançado mas também crivelmente passível de ter sido lançado no verão americano. 

Um comentário:

  1. Vi esse filme ontem. O que mais me impressionou foi a fotografia, sem dúvida. Belíssima! O roteiro é bom (em especial para a sena do cavalo e o arame farpado), achei Jeremy Irvine razoável, mas a atriz que interpreta a mãe é excelente. Boa trilha sonora... Não achei filmaço, mas vale a ida ao cinema, emociona em muitas senas, outras (poucas) força a barra.

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