segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ação e diversão condensados num espetáculo visual

Animação é um ramo da sétima arte muito delicado, porque, se por um lado ela tende a ser dirigida ao público infantil (o que nem sempre é verdade, aliás, está ficando cada vez mais longe disso), por outro tem que ser coesa e agradar a quem leva o público infantil ao cinema. Em termos de animação a Dreamworks não deve nada a Disney ou mesmo a Pixar. Com KUNG FU PANDA 2 eu poderia dizer que o pupilo superou o mestre em vários aspectos, a começar pela história, que para uma fábula é bastante verossímil, ao contrário de alguns títulos da Disney / Pixar, que quase beiram a forçação de barra (mas nem por isso seria menos empolgantes ou maravilhosos).


Mas antes de ser um filme de animação computadorizado, Kung Fu Panda 2 é um filme de ação – e quanta ação! – e Kung Fu. Se não chega a ser uma homenagem aos títulos chineses que fizeram a cabeça do ocidente nos idos dos anos 1970 com nomes como Bruce Lee, como foi o primeiro filme da franquia (sim, estamos falando aqui de uma franquia, podem apostar que virá aí um terceiro filme pelo menos!), em nada deixa a dever a eles. Não espere, claro, uma ode a China ou sua milenar e riquíssima cultura; afinal, é Hollywood, gente. Mas pode ter certeza de quem a diversão é garantida e o impacto visual, mesmo em 2D (como, aliás, os Deuses do cinema inventaram a Sétima arte para ser apreciada), é de cair o queixo, até mesmo as cenas de flashback em 2D tradicional, com texturas que remetem a lanternas chinesas, efeito já utilizado no primeiro “Panda”.

O Panda Po, agora o Mestre Dragão, está em busca da paz interior, último ensinamento de seu mestre Shifu, quando é enviado por este numa missão especial com os 5 mestres guerreiros – Tigresa, Louva-Deus, Víbora, Garça e Macaco – para libertar a capital do tirano Pavão Shen, que com o poder explosivo da pólvora quer dominar toda a China e subjugar seu povo. Em meio a ação desenfreada, Po ainda tem que lidar com as angústias que cercam a sua origem e uma lição filosófica entra em questão na história, mas nunca de maneira a diminuir a inteligência de seu público, que mal ou bem aprende tal lição junto ao seu herói – que também é o alívio cômico da fita – e curte aquela jornada com direito a muita pipoca e refrigerante. Ponto para a diretora Jennifer Yuh e os roteiristas Jonathan Aibel e Glenn Berger.

Fiquem com o trailer:

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