terça-feira, 1 de julho de 2014

Como encantar seu público alvo


Devido ao estrondoso sucesso de COMO TREINAR SEU DRAGÃO, de 2011, era inevitável que seu diretor Dean Deblois se juntasse novamente a escritora Cressida Cromwell, da série de livros "How to train your dragon" e viesse com essa continuação (e um terceiro já está anunciado").  

Nesta nova aventura, quatro ano se passaram desde que Soluço abriu os olhos de sua aldeia viking sobre a real natureza dos dragões e derrotou o gigantesco dragão-rainha, responsável pela horda alada que assolava  Berk. Outrora caçados, os dragões agora não são somente bem-vindos, como moram na aldeia, e são criados como bichinhos de estimação. E isso possibilita um universo de novas aventuras para Soluço e seus amigos, que embora aos 20 anos, ainda ostentam sua imaturidade adolescente e lutam contra a necessidade de crescer (ora bolas, é um filme infantil, né? então tá perdoado!). Soluço, por usa vez, vê a oportunidade e expandir seus horizontes e as fronteiras de Berk, mas sobretudo deseja encontrar mais dragões. E o que ele encontra, afinal, vai mudar sua vida para sempre; sua mãe, dada como morta por um dragão quando ele ainda era um bebê, vive na verdade num santuário criado por ela, que conhece mais segredos sobre os "répteis" voadores do que Soluço pode imaginar. Juntos, eles terão que enfrentar a ira do vilão da vez, Drago, um pirata que carrega um ódio mais mortal ainda que o lider Stoico pelos dragões, não obstante tenha conseguido achar uma maneira de controla-los a força: a partir do macho-alfa, um enorme dragão, porém menor que a dragão-rainha do primeiro filme, que, ao invés de cuspir fogo, cospe... GELO!!! WTF?!

O que DeBlois entrega aqui deve agradar muito mais os pimpolhos do que os pais desses, certamente, mesmo com certos pontos, digamos, mais pesados, que são o estopim para o amadurecimento dos personagens. Uma bela homenagem aos rituais sagrados vikings, como toda a licença poética devida, claro, dão o tom maduro ao filme. E os efeitos visuais, incluindo aí a belíssima fotografia digital, e a trilha sonora são os pontos fortes, um espetáculo que, reconheço, deve ficar show em 3D.

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