quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A volta

Ano novo, vida nova! Só que não... Volto de férias merecidas para a mesma rotina de sempre. Não que isso seja ruim. Mas poderia ser melhor! Mas para não dizerem que eu só sei reclamar, vou fazer aqui um apanhado sobre os assuntos que bombaram (ou não) nas mídias nesse mês de janeiro - que ainda não acabou - porque não vou fazer um post sobre cada assunto.

FÉRIAS

Passei 9 dias em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Sei que vai parecer chover no molhado, mas se há algum paraíso de verdade, Natal é uma de suas filiais. Bem, não somente Natal, mas todo o litoral do RN - pelo menos o que eu conheci, ao norte e ao sul da capital potiguar. Dunas, lagoas, praias, a luz do sol, temperatura ideal. Tudo para atrair turistas de todo o mundo! Se você tiver oportunidade, visite Natal, Pipa, Genipabú, Tucumã...




CINEMA

Infelizmente não fui mais ao cinema com a frequência que três semanas de férias podem proporcionar, fui apenas uma vez, com minha filha, assistir FROZEN, da Disney. Ela adorou. Eu, nem tanto. E olha que sou fã de animação!!! E muito fã da Disney! Mas enquanto minha filha se deliciava com as músicas (todas chatas a meu ver) eu me preocupava mais com as falhas inconsistências no roteiro - imperdoáveis, se tratando de uma produção com assinatura Disney! Eram situações tão surreais que eu me perguntava se uma criança de 8 anos se deixaria convencer por tamanho absurdo. Pelo visto sim. Acho que eu estou ficando velho para contos-de-fada... Nota 6 para o filme.



SÉRIES

Após lamentar o fim de Breaking Bad, eis que me pego admirado por outra série americana, dessa vez totalmente produzida para ser exibida no Netflix: HOUSE OF CARDS. Politicagem da veia, nos bastidores do congresso americano e da Casa Branca. Olha que política é um assunto muito delicado e chato até, mas os americanos são fascinados pelo assunto (e ouso dizer que nós, brasileiros, deveríamos ser mais também) que sabe fazer a coisa funcionar até na TV. Não terminei de assistir ainda, mas já estou satisfeito em saber que a segunda temporada já está aí, prontinha pra estrear no VOD! Texto, direção e interpretações magnânimos! Vale a conferida.



E para não dizer que não falei das flores, eis que a teledramaturgia nacional dá uns saltos de qualidade de vez em quando e nos brindam com uma minissérie com extrema qualidade. AMORES ROUBADOS, da Rede Globo (quem mais, não?) veio avassalador e provou que, quando se quer, a TV aberta brasileira pode sair da mesmice e brindar o telespectador com algo realmente BOM. Ainda não terminei de assistir (estava viajando, né?) mas estou gostando muito!



BRASIL COM Z

Refeitos das manifestações que tiraram o sono (ou não, pelo visto) de muitos políticos ano passado, o povo segue sua vidinha. Em tempo: onde foram parar o referendo e as propostas de reforma bradados pela presidentA?


POLÊMICA

E para finalizar, meus dois centavos sobre um assunto mais em voga do momento: o tal do rolezinho. 

Fenômeno social? Movimento antropológico das massas? Perdoem meu francês: BULLSHIT! Os tais antropólogos e advogados defensores dos direitos humanos que me perdoem, mas parece que ninguém se lembra do que é ser adolescente. O que está acontecendo é a mais pura e simples vontade de TOCAR O REBÚ, fazer zona, se mostrar, dizer "olha, eu existo!". Só isso. Ninguém está ali nos "templos de consumo da classe média" para dizer que é um pobre coitado, há gerações esquecidos pelos (des)governos capitalistas e sanguinários! Eles querem é fazer bagunça! Direito de ir e vir? Claro que têm! Direito de frequentar um centro comercial, onde quer que ele esteja? Óbvio! Chame um grupo de dois, cinco, dez ou vinte amigos! Vá desfilar pelos corredores dos shoppings! Vá lanchar no McDonald's! Vá até ao cinema! Ouse experimentar um tênis de R$ 800! Por quê não? Mas você não precisa de uma multidão! Não precisa reuniar 500, 1000, 6000 desconhecidos para isso. Ok, não houve violência, não houve tumulto maior. Ainda. No meio de uma multidão dessas, que seja de 100 ou 200 apenas, basta um moleque dar um empurrão - ou, Deus nos livre, dar um tiro para o alto - para o pior vir a acontecer. 

Por conta desse "fenômeno", não param de pipocar nas redes sociais piadas a respeito, paralelas aos comentários mais exaltados dos tais defensores dos direitos "dos manos", como "rolezinho para doar sangue", "rolezinho para a capinar um campo" ou mesmo "rolezinho cultural numa biblioteca". Piadas essas que foram rechaçadas por aquele pessoal "socialista", que disse que a classe média e alta também não vão com frequência a museus, bibliotecas ou doar sangue, quiçá capinar um mato! Bem, piadas a parte, isso só reforça a teste...  não, tese não... FATO! Só reforça o fato de que a molecada, de férias, sem mais o que fazer, quer se reunir com seus pares e infernizar a vida dos outros, como qualquer adolescente de qualquer classe social gosta de fazer: falar alto, gargalhar, encontrar a galera no shopping. Isso não tem coisa alguma de movimento social.

Daí se o shopping tem direito de barrar um grupo de "favelados" ou "suburbanos" apenas baseado em seus trajes e suas atitudes são outros quinhentos. Eu, aliás, não vi nem li qualquer coisa sobre isso. O que os shoppings, enquanto um ambiente PRIVADO de circulação PÚBLICA, querem é evitar uma confusão maior, zelando pela segurança e integridade dos lojistas e dos consumidores, entre eles os mesmos que podem estar participando do "rolezinho". 

Só isso.

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