segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Deixem minha infância em paz!

Feliz ano novo, meus amigos! Depois 20 dias de merecidas férias - cujos últimos 7 passei em Guarapari, ES, por isso desse hiato nas postagens - estou de volta! E trazendo uma pequena polêmica: por que diabos os marqueteiros insistem em acabar com a nossa infância, alterando nome de filmes e personagens tão queridos para nós?

E não estou falando aqui de títulos esdrúxulos de filmes rebatizados aqui, como SE BEBER NÃO CASE (The Hangover), ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA COM A FAMÍLIA (Meet the Fockers) ou CURTINDO A VIDA ADOIDADO (Ferris Buller’s Day off)  - se bem que esse último até faz sentido...

Um filme, ou melhor, uma saga que exemplifica isso de maneira ímpar é GUERRA NAS ESTRELAS. Sim, caro leitor, eu sou do tempo em que meu filme predileto, e suas descendências, assim por se dizer, se chamava GUERRA NAS ESTRELAS, e não STAR WARS, como nos impingiram os marqueteiros de George Lucas, a quem eles atribuem a vontade da universalização da marca STAR WARS. Bullshit para eles. Tudo o que conseguiram, no entanto, é fazer com que crianças e outros menos cultos enrolassem a lingua para falar o nome do filme. Minha filha de 5 anos mesmo quando vem me falar de "ISHTAR UÁRES"  eu logo a corrijo: GUERRA NAS ESTRELAS. Muito mais simples, não é? Pelo menos umas três gerações de espectadores e idólatras da saga agradecem!

Só no título do filme. No cartaz ou capa do DVD, nunca!
Alvo recente desse ataque são os super-heróis. Eu sou do tempo em que o único herói a ser chamado pelo nome original era o Batman (não estou considerando o Hulk como herói, não o vejo como tal), mesmo que nos desenhos e filmes volta e meia alguém solta num “homem-morcego” na dublagem. Todos os outros eram aportuguesados: Super-homem, Mulher-Maravilha, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Lanterna Verde, Thor... não, Thor não: esse sempre foi Thor, mesmo porque é o nome próprio do sujeito (aliás, espero ansioso pelo filme). Há alguns anos tentaram empurrar-nos goela abaixo um tal de Superman. Até redublaram o clássico de 1978 com Christopher Reeves para atender essa especificação. Não deu certo. O Azulão continuou sendo, graças a Deus, Super-homem. Mas se a moda pega, em breve estaremos esperando pelo novo filme de Iron man ou do amigão da vizinhança, Spider-man! Credo.

"Spider" ou "Aranha"?!
 Se acha que estou sendo exagerado é porque talvez não tenha ainda ouvido falar da fada Tinker Bell. Não sabe quem é? Ora, você talvez a conheça como Tilindin! Não? Que tal Sininho? Essa mesma! A fadinha melhor amiga de Peter Pan (Peter, não Piter, por favor!). A mais nova sensação da Disney é a fadinha mais querida da criançada que foi rebatizada mundialmente com o nome original em inglês para o desespero dos fãs e também dos pais, que são obrigados a assistir com os pimpolhos um ícone de sua infância com nome trocado!

Já fui Tilindin nos anos 1960, mas por favor, meu nome é Sininho, tá?

Comigo não tem jeito: meus personagens e filmes terão sempre o mesmo nome com os quais fui educado a reconhece-los e ama-los. Não tem redublagem que me faça deixar de lado amigos e momentos importantes de minha vida. Então, senhores marqueteiros de plantão, sejam carinhosos e respeitosos, tá? Nós ainda temos memória...

Um comentário:

  1. Concordo com vc! Tb percebi isso. Para ser sincera, não acredito que vá mudar. A tendência, na minha opinião, é só piorar.
    Não é uma coisa q me incomode profundamente. Apenas não aprecio.

    Aff!
    Coomo vc, eu tb tenho memórias! rs

    Pri
    Entre Fatos e Livros

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