segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O despertar de uma nova geração

E o último post do ano (e que ano maldito!) vai ser sobre o filme mais esperado dos últimos 30 anos! "STAR WARS - EPISÓDIO VII - O DESPERTAR DA FORÇA", ou, como quer a Disney, apenas O DESPERTAR DA FORÇA. E é fácil entender o porquê disso. É um filme que, mesmo falando intimamente com os pais da nova geração de fãs, foi feito justamente para angariar novos fãs, seja qual for a sua idade. Apesar de no letreiro inicial clássico estar lá estampado EPISÓDIO VII, os produtores queriam de alguma forma, mesmo que sutil, desvincular o novo filme dos anteriores, como se fosse o início de uma nova trilogia quase independente da anterior (e por anterior eu estou mencionando apenas a que realmente vale, ou seja, os episódios IV, V e VI, lançados respectivamente em 1977, 1980 e 1983). E na teoria você realmente não precisa ter assistido a qualquer filme de "Guerra nas Estrelas" para entender o que se passa nesse novo filme. Mas quem liga para isso? O legal, para os fãs, foi mesmo ter feito uma maratona pela trilogia clássica (e, vá lá, o Episódio III também entra aí) para emendar com o DESPERTAR DA FORÇA.

Mas o filme é isso tudo mesmo?

Bem, a essa altura, passados 10 dias de seu lançamento mundial, se você é um incauto que ainda não o assistiu (sabe-se lá o motivo) e mais incauto ainda por estar possivelmente recebendo spoillers a torto e a direito daquela sua sobrinha que não sabe guardar um segredo, é melhor correr para o cinema antes de ler a resenha, porque não posso garantir não soltar alguma coisa aqui.

Respondendo a pergunta lá em cima, sim e não.

Sim porque meu lado saudosista de fã inveterado, que coleciona DVDs e Blu-rays dos filmes, e alguns action figures (a.k.a. bonequinhos) de "O RETORNO DE JEDI", simplesmente AMOU ter novamente assistido no cinema o logotipo de STAR WARS  enchendo a tela ao som da fanfarra de John Williams.  A última vez foi justamente com o EPISÓDIO III, o melhor (ou menos pior) da segunda trilogia, a prequel digital de George Lucas.

E não porque o filme tem sim suas (pequenas!) falhas, a citar: o excesso de humor (necessário para agradar a gurizada, como eu mesmo fui agradado lá em 1983 com "O RETORNO DE JEDI"), e algumas passagens desnecessárias, como a claustrofóbica sequência no cargueiro de Han Solo, onde ele, Chewie, Finn e Rey fogem de um contrabandista barra pesada e de monstros que lembram muito o Observador, de "A CAVERNA DO DRAGÃO" (entendedores entenderão). Outro ponto negativo pode ficar por conta do enorme gap entre os episódios VI e VII, onde 30 anos de história se passaram e nós ficamos sem entender direito o que realmente aconteceu com a Nova República após a queda do Imperador e de Vader. Ok, ok, há livros e jogos sobre isso, tanto no universo expandido quanto no cânone oficial, mas, ora, quem é obrigado a ler ou jogar alguma coisa antes de ir ao cinema? Estou aqui analisando APENAS o filme, não a história toda.

Mas Rafael, então você realmente não gostou do filme.

CLARO QUE GOSTEI! E não é exatamente meu lado fã saudosista que está falando isso, não obstante eu ter vibrado e aplaudido muito quanto Finn e Ray pilotavam a Millenium Falcon no deserto, fugindo os TIE Fighters. Ou mesmo quando Solo, acompanhado do fiel Chewbacca, adentrou a nave e disse: "Chewie, estamos em casa!". Ou quando Rey sente o chamado da Força e a usa contra um Stormtropper da mesma forma que Obi-Wan fez em "UMA NOVA ESPERANÇA". Aliás, palmas, muitas palmas para J. J. Abrams e sua equipe por ter feito esse "fan service" e não ter parado por ai. Ele realmente trouxe STAR WARS de volta para o universo GUERRA NAS ESTRELAS. Sim, efeitos visuais digitais foram muito bem empregados, mas o uso de cenários, efeitos práticos, maquetes e tudo o mais trouxeram o realismo de volta. Está tudo muito palpável. A textura toda está lá. Aliás, muito bem sacada a idéia de trazer toda a ambientação da história para dentro dos planetas, tirando a ação do espaço, das telas verdes, e a colocando  em locações reais. Toda a batalha que vimos em "UMA NOVA ESPERANÇA" e também em "O RETORNO DE JEDI" no espaço agora a vimos sobre as leis da física nas superfícies planetárias. Bem, melhor colocar as "leis da física" entre aspas mesmo, porque, convenhamos, um TIE fighter ou  uma X-wing NUNCA poderia voar de verdade, mas QUEM SE IMPORTA COM ISSO?!

O roteiro, como algunsjá previam, é quase, quaaaaaaase, uma nova versão do primeiro filme, de 1977. Temos um droid com informações secretas que está sendo perseguido pelas forças imperiais, digo, da Nova Ordem (e que foda essa Nova Ordem!); uma jovem heroína que acolhe o droid e promete devolve-lo aos donos; um coroa sábio que trás de volta as histórias de uma época quase esquecida; uma arma letal que destroi planetas; um vilão em ascensão... Mas isso - repito - não diminui em coisa alguma a maestria da aventura fantástica dirigida por Abrams. Ele entregou o que prometeu. E os fãs só têm a agradecer.
 
Que venham os episódios VIII e IX e que o universo STAR WARS nunca mais saia de voga, com muitos filmes, livros e seriados (e jogos, vá lá!) para manter sempre acesa a paixão de milhares e milhares de fãs, por várias gerações.

Que a Força esteja com você. Sempre.

Até 2016.

2 comentários:

  1. Rafael, só elucidando(!)... TODO o Universo Expandido criado depois do RotJ pelos novelistas, quadrinistas, gamers, etc até a compra da Disney foram sumariamente POSTOS DE LADO. Acabou Mara Jade, os gêmeos Solo, Leia cavaleira Jedi, os Yuzhaan Vong, a Nova Ordem Jedi de Luke Skywalker, Kyle Katarn, etc.
    Zeraram o jogo. O que vale são os filmes oficiais e as novelas, quadrinhos, séries de desenhos e games pós-Disney. Então o gap ainda demorará a ser preenchido, mesmo que sob essa nova forma multimídia que a Disney está usando, com os quadrinhos da Marvel, Star Wars Rebels e os livros novos todos se comunicando e refletindo suas repercussões de forma coesa. Espero.

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