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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma tarde na Bienal do Livro com Eduardo Spohr.

Não é de hoje que eu faço com muito orgulho propaganda para esse que, além de amigo há décadas (sim, há decadas! estou velho!), é o mais talentoso escritor de sua geração (da minha também, rs), que elevou a literatura fantástica brasileira a um patamar há muito almejado.

Lembro-me de que fui acompanha-lo a Bienal do Livro lá nos idos de 2007 quando ele ganhou o prêmio do SENAI como melhor obra de ficção para autores não publicados com o badalado A BATALHA DO APOCALIPSE e, com isso, o direito a 100 exemplares impressos pela (infelizmente) hoje fechada Fábrica de Livros do SENAI.  A partir daí foi apenas ladeira acima, apoiados sempre de perto pelo pessoal do Jovem Nerd, que dedicou um NERDCAST inteiramente a BATALHA... (programa de que tive a honra de participar). O reconhecimento veio quase instantaneamente e hoje Dudu, como carinhosamente o chamamos, já é publicado em diversos países mundo a fora e prepara-se para lançar o derradeiro terceiro volume de FILHOS DO ÉDEN, entitulado PARAÍSO PERDIDO.

Semana passada eu tive a honra novamente de poder acompanha-lo a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, onde conversou com os fãs e distribuiu autógrafos e simpatia.

Confira aí o vídeo!

 

Vocô pode gostar também de ler a entrevista que fiz com o Spohr em maio de 2013, quando lançou ANJOS DA MORTE: clique aqui.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entrevista com Eduardo Spohr, o Anjo literário brasileiro



Posso dizer com orgulho que sou amigo desta figura há mais de trinta anos e juntamente com ele cresci envolto nesse universo fantástico em que muitos garotos de nossa geração foi inserido, principalmente nos anos 1980, a partir de filmes como Guerra nas Estrelas (Star Wars é para os fracos), Indiana Jones, os Goonies, Willow, A lenda, e tantos outros. Isso sem falar na literatura, nos quadrinhos, nos jogos de tabuleiro, eletrônicos e RPGs, enfim, em todo o universo nerd disponível para nós. Enquanto os outros garotos da escola estava afim de jogar bola, nós, ao invés de querer tocar guitarra na TV, como Lulu Santos cantava,  inventávamos verdadeiras aventuras na hora do recreio, a imaginação correndo solta.

É com imensa satisfação que publico aqui uma entrevista exclusiva que esse agora autor internacional concedeu a esse modesto blog por conta do lançamento de "Anjos da Morte",  segundo volume da trilogia "Filhos do Éden".

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A filha Pródiga

Considerado um dos autores mais criativos de sua geração, um exímio contador de histórias, Jefrey Archer presenteia seus fãs com uma bela continuação de CAIN E ABEL - sim, é uma continuação, muito embora possa ser lido sem culpa por quem não leu o primeiro livro. 

Ao invés de dar seguimento a saga da família Kane exatamente de onde CAIN E ABEL parou, em A FILHA PRÓDIGA Archer faz um "flashback" desde o nascimento de Florentyna e re-conta alguns trechos de sua obra-prima, mas desta vez sob a perspecitvas de outros personagens, o que torna tudo muito mais verossímel.  É fato que a trama possa parecer arrastada por alguns pontos, principalmente para quem leu CAIN E ABEL, mas a força dos diálogos de Archer e os personagens extremamente humanos envolvem o leitor. Destaque para a ficção que se passa no "futuro", entre 1985 e 1996. "Futuro" porque a obra é de 1982 e s acontecimentos narrados naquele período levam em consideração uma realidade geo-politica totalmente diversa da que realmente aconteceu - mas altamente plausível dentro do contexto

Se você gosta de personagens humanos, verdadeiros, e uma boa trama que envolve a constante busca por poder, esse livro irá lhe cair como uma luva. 


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Surrealismo da Divina Comédia

Hoje pude conferir a exposição que desde 27 de julho (encerrando em 2 de setembro) está ocupando a Galeria 3 da Caixa Cultural, aqui no Rio: Dali - A divina comédia. Nada mais, nada menos que gravuras de Salvador Dali interpretando a famosa Divina Comédia, de Dante Alighieri. Para quem não sabe, Dante foi penta escritor e político na idade média e é considerado o pai da língua italiana. A Divida Comédia é sua obra mais importante. Salvador Dali foi um dos maiores nomes do surrealismo e a ele foram encomendadas pelo governo italiano nos idos de 1950 essas gravuras para comemorar os 700 anos de sua criação, por Dante. 

Dante
Dalí contou com a ajuda dos gravadores Raymond Jacquet e Jean Taricco, que fizeram 35 placas com 3500 blocos xilográficos para traduzir as aquarelas peça por peça. Nos anos 60, as xilogravuras foram publicadas em forma de livro por uma editora francesa, ilustrando em seis volumes as obras completas com o texto de Dante.

Para quem quiser conferir, é uma boa pedida para a hora do almoço!





A CAIXA CULTURAL fica na Av. Almirante Barroso, esquina com Av. Rio Branco, coladinho no metrô da Carioca. A exposição é aberta de terça a domingo, das 10h as 22h, e o ingresso é gratuito.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O último suspiro de Roma

Ler um bom livro é sempre gratificante. Muitas mais gratificante é ler um bom livro sobre um tema que nos interessa a ponto de querer consumir mais e mais sobre esse tema, seja em livros, em revistas ou em documentários e filmes. E foi muito gratificante ler A ÚLTIMA LEGIÃO, do italiano Valerio Massimo Manfredi (lançado aqui pela editora Rocco), que conta a história do último suspiro do outrora poderoso e influente império romano e o nascimento de um mito. 

Narrado em terceira pessoa, mas com uma proximidade magnífica de seus personagens, Manfredi fala da tentativa de salvar o que sobrou da antiga Roma na pele de seu último imperador, Romulus Augustos, então com 13 anos, que fora deposto por uma horda de bárbaros a mando do imperador do oriente, Odoacro. Aprisionado na ilha de Capri, Romulu e seu mestre Ambrosinus são resgatados pelo capitão Aurélio com a ajuda da jovem arqueira Mira e outros legionários sobreviventes do massacre perpetrado por Odoacro. Traídos, eles partem numa jornada pelos territórios romanos rumo a ilha bretã onde, segundo o mestre Ambrosinus, originário daquelas terras, uma profecia se realizará com a chegada do rei-menino, que de posse da espada poderosa trará paz a Bretanha.

Lançando mão de diálogos pomposos, com tempos verbais usados naquela época, e descrevendo com clareza sons, sabores e texturas das paisagens por onde os aventureiros em fuga passam em sua jornada, Manfredi apresenta  uma obra deliciosa de se ler, com trechos tensos e um final glorioso, onde a esperança num futuro melhor é apresentada.

Pena, muita pena que a adaptação de Hollywood para essa obra tenha sido tão fraca, transformando uma aventura tensa em um filme infantil e mal feito... O filme de 2007 foi dirigido por Doug Leffer (artista gráfico responsável por vários storyboards em Hollywood) e estrelado por Collin Firth e Ben Kisnley (coitados...).

Cartaz do filmeco. Não assista!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PAZ GUERREIRA


Escrever sobre filosofia, acredito, não deva ser tarefa fácil. Mais difícil ainda conquistar leitores que não sejam estudiosos dessa cadeira. O curitibano Talal Husseini conseguiu, porém, escrever uma história atemporal com requintes épicos e profundos ensinamentos filosóficos. 

Em suas mais de 700 páginas, Talal reuniu uma gama de personagens cativantes, não obstante alguns deles deveras caricatos, como se quisesse espelhar neles os mais diversos defeitos e qualidades presentes na humanidade.  Lançando mão de ensinamentos adquiridos ao longo dos anos na arte marcial Nei Kung (onde  a filosofia alia-se ao aspecto marcial na busca de valores atemporais como justiça, ética e sabedoria) e mais do que isso, dos ensinamentos da escola grega de dramaturgia, ele conta a jornada do herói de forma quase ipsi literis, e provavelmente  por isso muitas semelhanças com elementos de outras aventuras da literatura e do cinema, que podem até soar como plágio, aparecem no decorrer da narrativa e o leitor mais atento vai logo perceber isso. “Super-homem”, “Senhor dos Anéis”, “Guerra nas Estrelas” e até mesmo “Matrix”, este o exemplo mais pop, por assim se dizer, da união da filosofia com a sétima arte, podem ser identificados na história.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A Dama de Pedra (conto)


Lembro como se fosse ontem –  ou mesmo hoje de manhã! –  a primeira vez que pus meus olhos em você, ou pelo menos a primeira vez que notei que você faria parte de minha vida, que seria meu destino conquistá-la, uma vez que sempre esteve ali, tão perto, mas a mesmo tempo tão distante. Eu tinha oito anos, recém completos, e meu pai havia me levado à praia de São Conrado, naquele tempo ainda bem limpa, para pescar junto ao costão da que viria a se chamar Avenida Niemeyer –  futura via de acesso àquela praia um tanto selvagem ainda, cercada pela mata atlântica e cujo único testemunho da presença humana eram duas ou três casas de pescadores à beira da estrada que levava à mais desértica ainda Barra da Tijuca, por entre a floresta.

Meu pai não era verdadeiramente o que se pode chamar de “o pescador”, mas após uma semana inteira de dedicação ao trabalho sobre uma prancheta do Ministério, algumas horas apenas ouvindo a melodia das ondas do mar, intercaladas com o som dos berros das gaivotas –  e ocasionalmente a excitação por ter a isca mordida por um peixe –  eram o suficiente para ele, como se fosse uma terapia. 

Normalmente ele não me levava a essas pescarias, mesmo porque eu, no alto de meus oito anos, certamente tinha coisas melhores a fazer do que ficar em silencio quase absoluto, colocando pedaços de minhocas vivas ou camarões secos nos anzóis –  minha tarefa básica como ajudante do pescador. Eu queria estar longe dali, no alto de uma árvore na fazenda de minha tia-avó no interior de São Paulo, talvez, ou andando de bicicleta com meus amigos na praça do Bairro Peixoto, onde morava. Lembro-me bem da pirraça que fazia sempre que meu pai resolvia me chamar para acompanhá-lo nessas pescarias, e de como era convencido pela minha mãe a ir.

– Um menino deve passar o maior tempo possível ao lado de seu pai –  ela dizia.

De alguma maneira eu sabia que ela estava certa, mesmo com tão pouca idade, e na verdade eu gostava de fazer companhia a ele, quando ele ia comprar algo na mercearia da esquina, quando ia colocar gasolina no carro, até mesmo quando ia ao trabalho, onde eu o admirava desenhando mapas sobre a prancheta, mas nunca, nunca, quando resolvia ir pescar, porque eu sabia que, mais do que um interminável passa-tempo, e nojento, diga-se de passagem, eu não o ouvia falar nada. Era como se um manequim estivesse ali ao meu lado; pouco se mexia, a não ser para lançar e recolher a linha e, eu imaginava, mal respirava.

Em todo o caso, ali eu estava, sentado na areia, nela  desenhando um cowboy com um graveto, sem dar a mínima para as ondas que sempre o apagavam, muito menos para o estático do meu pai, que fumava um cigarro sem encostar-lhe os dedos, fazendo com que as cinzas acumulassem no pitoco e caíssem apenas com a ajuda da gravidade. O dia estava meio nublado, o que tornava aquilo tudo muito mais chato. Eu precisava sair dali!

– Pai, quero fazer xixi –  avisei, mais como uma desculpa para me afastar dali.

– Levanta e faz ai na água, ora.

Olhei fixo para ele, constrangido e um tanto irritado. Claro que eu costumava urinar na frente dele no banheiro de casa, mas ali, com algumas pessoas olhando, era demais! Ora, eu tinha oito anos! Era praticamente um adolescente! Era ultrajante me sujeitar àquilo.

Meu pai me olhou e percebendo que eu queria mesmo era me distrair um pouco, longe dali, me deixou ir me aliviar nos arbustos atrás de nós, perto de onde havíamos parado o carro.

Foi aí que tudo aconteceu. Por alguma razão divina, como se fosse uma conspiração da natureza, as nuvens se dispersaram um pouco, por um breve instante, mas o suficiente para os raios do sol me chamarem a atenção para o brilho que se refletiu em seu rosto. Eu fiquei sem ar, lembro, e aquele instante me pareceu eterno. Ver você ali, olhando para o nada, praticamente ignorando minha presença, tendo o sol a banhar sua face, refletindo a umidade que lhe escorria da testa, foi como uma visão do paraíso, e eu nem me importei que minhas partes estavam à mostra.

Esse mágico instante foi interrompido por meu pai me chamando para ajudá-lo a apanhar uma tainha que mordia à isca. Não sei quantas vezes teve que me chamar até eu ouvi-lo, mas certamente foi o bastante para o deixar nervoso.

Voltei para a casa com seu rosto em minha mente e um único pensamento: você vai ser minha!

Os dias, as semanas, os meses e até os anos se passaram e sempre que meu pai ia pescar, eu agora me voluntariava para ir com ele, e insistia em ir à São Conrado. Eu tinha certeza de que aquele momento mágico se repetiria sempre que eu a visse, mas claro que meu pai não sabia disso e, assim como minha mãe, apenas ficou admirando por minha súbita vontade de acompanhá-lo.

Mas por algum motivo, com o passar dos anos, meu pai desistiu da pescaria e eu fui forçado a me afastar de você. Eu sabia que podia vê-la de longe, mas isso não me bastava; eu precisava estar perto, cada vez mais perto. Mas era difícil, até mesmo para um adolescente, naquela época chegar até você.

Eu tinha quatorze anos quando dei meu primeiro beijo. Foi com a menina que eu amei durante toda àquela fase conturbada da minha vida, e não me envergonho de você ter sido testemunha desse beijo, mesmo porque você tinha sempre a atenção voltada para longe de mim, embora você soubesse que eu estava ali, eu sentia isso! 

Muita coisa aconteceu em minha vida e posso dizer com certeza que você foi testemunha de quase tudo, mas eu queria você, eu tinha que conquistá-la. Eu sabia que outros já haviam tentado, alguns outros conseguido, mas nenhum deles, com certeza, com a mesma paixão que eu sentia. “Você vai ser minha!”, prometia  a mim mesmo.

– Você está louco! –  meus amigos diziam.

– É muito perigoso! –  minha mãe dizia.

Mas eu só tinha olhos para você então. E já tinha dezoito anos; ninguém poderia me impedir. Eu já havia praticado em outras e, sim, havia me machucado. Mas a sensação de se chegar lá era como receber o beijo de um anjo, era... era como estar em harmonia com o universo! 

Por isso, naquela manhã de outono, munido de apenas um sanduíche de presunto e um cantil, eu me embreei naquela mata. A umidade era tanta que eu poderia ter ido a uma cachoeira e não ter me molhado tanto. Mas a excitação era tanta que eu não parei um segundo. Eu ia chegar até você custasse o que fosse. Nem mesmo os insetos me importunavam. E o medo de me perder deu lugar à raiva por estar segundo a trilha aberta por aqueles que antes de mim chegaram até você primeiro.

Mas a cólera passou ao, de repente, me deparar de frente a sua face, que agora parecia ainda mais bela, mais brilhante, e parecia piscar para mim, embora mantivesse o olhar para o horizonte. A alegria que aflorou em mim era tanta que meu coração parecia querer pular para fora de meu peito. Minha respiração ficou mais difícil e minhas pernas finalmente foram vencidas. Ajoelhei e fiz uma prece. Agradeci a Deus por ter vencido, por Ele ter me dado forças para estar aqui, junto de ti. Terminada a prece, agachei-me e lhe dei um beijo.

Sentado a seu lado, observei a cidade do Rio de Janeiro, que crescia mais ainda a olhos vistos, mas ali, contigo, tudo era pequeno. Só nós existíamos e tínhamos por testemunha a mãe-natureza, que nos brindava com um sol ameno e um lindo céu azul.

Foram anos e anos de espera mas finalmente nos encontramos. Você é minha, minha! Eu sempre soube que você estava a minha espera, desde aquele dia em que o Criador revelou seu rosto para mim. E para sempre estaremos juntos. Eu e você. Minha Pedra da Gávea.





Conto de minha autoria, em 2009.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ERROS IRREVERSÍVEIS: Fraco como advogados de porta de cadeia

Eu gosto de filmes de tribunal. Mas nunca li um livro de tribunal. E esse era um título que me chamava muita atenção, até pela fama do autor, Scott Turrow, que na época do lançamento desse título veio ao Brasil, para a Bienal do Rio, e deu até entrevista para o Jô.

A trama do livro é interessante e já foi explorado por outros autores, até em romances históricos, como O CONDENADO, de Bernard Cornwell: advogado é contratado pelo estado para tentar uma última apelação para livrar da morte um condenado por homicídio. Até ai, tudo bem, mas Turrow se perde muito nos dramas particulares de seus persoangens, deixando a trama principal num segundo plano. Talvez tenha sido essa sua intenção mesmo, mas então esse não poderia nunca ser classificado como um romance de tribunal, se é que o é, não tenho certeza. O fato é que os personagens são fracos, humanos, sim, mas muito aquém do que poderíamos esperar em um romance desse tipo. Não há nem um herói nem um anti-herói, nem qualquer personagem verdadeiramente envolvemente e cativante pelo qual torçamos,  muito menos viradas surpreendentes que prenderiam a atenção do leitor por mais páginas. As revelações que são soltas aqui e ali não são suficientes  - e as vezes bem repetitivas - e fazem com que se torça logo pelo final da história, que demora muito a chegar.

Não sei se lerei outro livro de Turrow, sinceramente. Talvez o filme seja melhor... Tem Tom "Magnum" Selleck no elenco, além da bela Monica Potter e do sempre excelente William H. Macey (que pelo que vi faz o papel do advogado Arthur Raven, que no livro deve ter a metade de sua idade...).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A vez dos anjos brazucas

Há muito esquecidas, principalmente em terras tupiniquins, onde, convenhamos, o hábito de leitura nunca foi – infelizmente – o forte do povo, ou mesmo relegada a um nicho, histórias fantasiosas, com dragões, magos, monstros, vampiros e, claro, anjos, voltaram para ficar. A bem da verdade, elas nunca se foram, mas graças a uma certa autora inglesa de sobrenome Rowling, crianças, jovens e, por quê não?, adultos redescobriam tais personagens e estão consumindo cada vez mais histórias com os mesmos, relegando a segundo plano a qualidade dos textos com eles apresentados (não vou nem entrar no mérito dos vampirinhos emos purpurinados que brigam com lobisomens saradinhos pelo amor de uma “donzela” sem sal).

Felizmente, no Brasil, temos um autor que nos salvou da mesmice vinda a tira-colo do sucesso de Rowling e que nos apresentou a um outro universo, um já explorado, é verdade, por outros autores, mas nunca antes na história desse país (parafraseando nosso ex-Presidente). Unindo misticismo, história e, claro, religião, mas nunca fazendo apologia a qualquer uma sequer, Eduardo Spohr, a quem com orgulho chamo de amigo há 30 anos, dá uma pitada de tempero brasileiro e cria uma aventura rica em detalhes, texturas e lirismo. Com “A BATALHA DO APOCALIPSE” ele mostrou ao que veio e provou que nesse país é possível sim vencer com seu talento mesmo sem apadrinhamento. Não à toa, traspassou a barreira da internet, onde fez seu nome, e vendeu mais de 150 mil exemplares de seu primeiro romance, com direito a edição especial ilustrada e capa dura, feito que nem J. K. Rowling com sua cria Harry Potter conseguiu por essas terras.

Agora, ele revisita esse universo com o que promete ser o primeiro de uma trilogia (ou até quadrilogia) e que nessa semana de lançamento já ocupa o sexto lugar em livros mais vendidos no país (segundo O GLOBO): “FILHOS DO ÉDEN – Herdeiros de Atlântida”. Avesso a continuações caça-níqueis, Eduardo lança mão de uma nova história, com novos personagens (apenas cita alguns presentes no seu rico romance de estréia, mas apenas para ilustrar uma situação) e condensa a trama (são pouco mais de 400 páginas frente aos quase 700 de “A Batalha...) com mais ritmo, aventura, muita ação e até uma pitada de romance (mas bem sutilmente). Estão lá ainda os flashbacks que remetem a passagens históricas importantes, como as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, e que auxiliam a entender quem é o anjo renegado Denyel, o anti-herói que auxilia Kaira (uma anjo com amnésia) em sua missão para encontrar o reino perdido de Altântida e lá achar respostas que poderão por fim a Guerra Celestial que já dura eras. 

Muito bem escrito, lançando mão até de clichês  bem empregados ao contexto, "FILHOS DO ÉDEN – Herdeiros de Atlântida" é leitura obrigatória para todos que gostam de fantasia, aventura e história, mas também vai agradar a quem simplesmente quer fugir da realidade com uma leitura dinâmica, mas nem por isso pobre em conteúdo – muito pelo contrário! Que venham logo os volumes 2, 3 e quiçá o 4!

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Se você estiver no Rio de Janeiro no próximo dia 11 de setembro, não perca  a tarde de  autógrafos com Eduardo Spohr no estande da Ed. Record, na Bienal do Livro.


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

AS CRONICAS DE NARNIA, de C. S. Lewis


“Vinde a mim as criancinhas!”, dissera Jesus segundo uma passagem da Bíblia. E é na Bíblia que Clive Staples Lewis  foi buscar a inspiração para escrever os livros que compõe a saga AS CRÔNICAS DE NÁRNIA, sobre um mundo mágico, repleto de animais falantes e pensantes, reis e rainhas meninos e muita, muita aventura. E nada mais perspicaz e coeso do que usar aquelas palavras de Jesus para começar esse post pois foi para as crianças, exclusivamente para elas, que Lewis escreveu seus livros.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Belezuras via Amazon UK

Como estou sem poder ficar digitando muito por conta da tendinite, resolvi fazer um videozinho com uma encomenda que chegou da Amazon do Reino Unido. E devo dizer que veio bem rapidinho: 15 dias! (sim, isso é pouco tempo para uma compra internacional)