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sexta-feira, 9 de março de 2012

IO-IOs e Cinema 3D



Hoje li uma matéria no Globo on line sobre o faturamento em queda dos filmes 3D. Apesar da reportagem fazer alusão apenas ao mercado da grã-bretanha, podemos espelhar seu resultado para os demais mercados. Como eu não enxergo em 3D por ter visão monocular e posso soar recalcado, não vou ficar falando isso e aquilo sobre o formato (minha opinião é de que o conteúdo sempre deve ser priorizado em detrimento à tecnologia). Mas a notícia me chamou a atenção porque para todos que estão no mundo há pelo menos uns 35 anos (minha idade) e conhecem um mínimo da história do cinema, é sabido que o 3D já existe há décadas e sazonalmente a moda de filmes nesse formato invade a sociedade, da mesma forma que o io-io da Coca-cola.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Blu-Ray: afinal, que troço é esse?!

Quem me conhece e me acompanha no blog e em redes sociais, sabe que sou um apreciador da sétima arte e também da oitava (TV). E por conta desse apreço, coleciono DVDs e de um ano para cá BDs (Blu-Rays), o formato em alta-definição. Por isso costumo acompanhar sites e blogs especializados. Um deles, o Blog do Jotacê (BJC), é referência nacional no que se refere a essa arte (tanto a de se produzir quanto a de se colecionar essas mídias), e hoje publicou um post BOMBA a respeito de asneiras homéricas que a Folha de São Paulo publicou sobre o formato BD, numa coluna assinada pelo senhor Ricardo Feltrin.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

Post cultural!

Quem mora no Rio de Janeiro ou está visitando não pode perder a exposição sobre M. C. Escher no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).  Para quem não sabe, "Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 - Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes." (fonte: Wikipedia).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aprenda a não distorcer sua visão

Há alguns anos, espantando como amigos e familiares assistiam seus filmes em casa, e principalmente como no geral as pessoas não se ligavam para esse fato, visto que em qualquer bar ou restaurante as TVs SEMPRE estavam com a imagem esticada, eu desenvolvi um manual de configuração para DVD Players em TVs 16x9. Na época eu abstrai o sinal 16x9 da TV digital em alta-definiçao (HD) e me concentrei apenas nos reprodutores de DVD mesmo (nem blu-ray eu levei em consideração, visto que eu não tinha e o aparelho não era tão difundido como hoje). Eu sinceramente nem sei se nos  manuais de aparelhos de DVD vêm escrito como e porquê configurar corretamente a saída de vídeo do aparelho, afinal, praticamente ninguém lê manuais, certo? 

Passados esses anos, ainda hoje me deparo com algumas pessoas que simplesmente ignoram o fato de que aquela imagem tragicamente esticada na horizontal não é o padrão a ser assistido em suas TVs. Num restaurante chique da zona sul carioca eu até tentei explicar ao gerente como isso poderia ser feito mas ele simplesmente não entendeu, ou pior, preferiu não entender do que eu estava falando, de tão acostumado ao absurdo que estava. Por isso eu faço questão de fazer um post sobre esse assunto, de modo a ajudar aqueles que querem sim ter uma boa experiência audio-visual em suas casas (se você já tem um blu-ray player, muito provavelmente já não passa por esse problema, além de usufruir da melhor qualidade de imagem e som, ainda mais se tiver um home-theater completo).

Todos que compram ou alugam (ainda) filmes já devem ter percebido que a grande maioria dos DVDs vêm no formato widescreen anamórfico ou mesmo letterbox, mas, o que diabos isso significa? Significa que as boas empresas distribuidoras já se preocupam com a inovação tecnológica e não mutila mais seus filmes, deixando-os como seus criadores o produziram; sem cortes nas laterais. Algumas ainda cometem aqui no Brasil esse crime , favorecendo apenas as TV convencionais 4x3 – e ignorando o fato de que em breve todos terão TV wide em casa.  O que muita gente ignora ainda é como poder assistir seus filmes adequadamente nesses formatos sem o deformarem. Como? Muito simples: todos os DVDs players e recorders no mercado podem através de seu menu de configuração inicial ser configurados para liberar o sinal que vai para a TV em widescreen. Daí, a única coisa com que você precisa se preocupar é com a regulação da “bitola” de sua TV (posições 4x3, 16x9, superwide  e widescreen).

Vamos exemplificar, começando pelo sinal analógico que vêm da sua TV a cabo ou aberta. O formato ainda é 4x3 e é assim que ela é visualizada em sua TV:



Repare que nas laterais há duas faixas verticais pretas,  as pillar bars, pois ali não está recebendo sinal.  Mas muita gente não sabe disso e acaba querendo “corrigir” esse “erro” preenchendo toda a tela, colocando a TV em formato widescreen 16:9, e com isso distorce a imagem. Veja na figura abaixo a coitada da Fátima Bernardes:



O ideal, para preencher tudo, seria colocar a chave da TV em "zoom", mas isso cortaria a imagem no topo e no rodapé, deixando as legendas e boa parte da imagem de fora do campo de visão.

Vamos agora aos filmes (shows também podem se encaixar aqui). Existem no mercado DVDs que vêm com os seguintes formatos: FULLSCREEN  (se quer ter uma boa percepção visual em widescreen em sua TV, fuja como o diabo da cruz desse formato, a não ser que não tenha jeito); Letterbox 16x9 (os filmes vêm em widescreen, mas “envelopados”, sem que se possa alterar seu formato) e widescreen anamórfico (o filme vem configurado exatamente para a sua TV, viva!!!).

Os filmes FULLSCREEN se encaixam naquele exemplo do sinal da TV. Não tem como escapar. Veja um exemplo do filme “HARRY POTTER” mutilado:



E veja agora o mesmo take deformado para preencher todo a tela 16x9:



Os filmes letterbox podem ser visualizados em sua TV wide sem problemas, mas para isso você pode até ignorar a saída do DVD, pois para eles não fará diferença. Limite-se a colocar a chave da TV em "zoom" (você pode perder um pouco de definição com isso, dependendo da sua TV e do seu DVD player). Se o filme for legendado, você também vai sofrer, pois elas ficarão provavelmente fora da área visível da TV.





Para tentar ler as legendas de um filme letterbox, você deve colocar a TV em subtitle zoom ou superwide (TVs Philips têm esse recurso, mas outras TVs também, porém com outra nomenclatura). Isso vai deformar um pouco a imagem, mas não tanto quanto colocar a TV em modo widescreen.


Ou seja, numa escala de 0 a 5, onde 0 é o FULLSCREEN e 5 é WIDESCREEN ANAMÓRFICO, o letterbox estaria ali em 3, no máximo. Mas infelizmente ,em terrabrasilis ,não temos como fugir disso, por enquanto!


O WIDESCREEN ANAMÓRFICO tem basicamente dois formatos, que variam de acordo com a fotografia do filme:  1.77:1, o 16x9 perfeito, que é o padrão do sinal da TV digital , e o 2.35:1 (as vezes 2.40:1 ou maiores). Ambos podem ser visualizados perfeitamente em sua TV WIDE na chave widescreen 16x9, contanto que seu DVD player esteja setado para liberar o sinal em widescreen (ou panorâmico).

Veja o exemplo para um filme 1.77:1 (o exemplo serve também para o formato 1.85:1*):



Veja que toda a tela é preenchida sem distorções (o que na teoria seria possível apenas para filmes com a proporção 1.77:1). O que acontece é que os filmes 1.85:1 já vem configurados com o que podemos chamar de folga, tanto para cima, quanto para baixo, captados do negativo original, o que permite que, quando colocamos a chave da TV em wide, o filme se adapte perfeitamente, pois essa folga fica para fora do écran e não prejudica o formato original. Esse efeito podemos ver também no sinal da TV, que sempre tem uma folga para todos os lados, e não somente para cima. Você pode fazer esse teste em sua TV: coloque a chave em 4x3 no canal de sua escolha e vá “fechando” com o controle remoto (cada TV tem o seu método específico) até que a tarja preta do sinal apareça. Isso se deve porque mesmo as TV convencionais em 4x3 têm diferenças entre si. Não a toa o formato está morrendo...

Veja agora um exemplo com o filme “HARRY POTTER”  em formato 2.35:1.



Sim, as tarjas pretas aparecem, porque o formato não é wide, e sim CINEMASCOPE, inventado na década de 1950* pela FOX para tornar os filmes mais grandiosos, para competir com a TV. E deu certo!

Mas como é que funciona esse sistema? Simples:

Eis o que o DVD player faz com a imagem do seu DVD:



Ele estica a imagem do DVD para cima e para baixo de modo que você possa na sua TV esticá-la para os lados, tendo como resultado  o perfeito formato wide que você assistiu originalmente (ou não) no cinema.

É isso, só isso! Espero que tenha aproveitado esse tutorialzinho e, de quebra, se você gostar de comprar filmes, como eu, comece a boicotar sem dó nem piedade TODOS os filmes que vierem em FULLSCREEN*. Seus olhos agradecem. E só assim as distribuidoras que insistem ainda nesse formato arcaico vão se mexer e atender melhor nós, consumidores brasileiros.

PS: Só para matar a curiosidade, os Blu-ray disc já são preparados para a TV widescreen, por isso os players já vêm configurados, cabendo a você, sabe-se lá por que motivo, mudar a configuração.  Não que infelizmente não existem BDs mutilados no mercado (como é o caso de CRASH - NO LIMITE e OS OUTROS, mas eles foram mutilados do formato 2.35:1 para o 1.77:1, ou seja, o 16x9 está virando o novo FULLSCREEN).

* o formato 16x9 só foi inventado pela PARAMOUNT no final da década de 1940, portanto todos os filmes anteriores a essa época são 4x3. Em 1953 a FOX, em resposta a Paramount, inventou o CINEMASCOPE 2.35:1. E o cinema só teve a ganhar. Há diversos formatos mundo afora, como o padrão europeu 1.66:1 ou o formato americano de 1.85:1, comum em muitas produções. Para a TV digital optou-se pelo padrão 1.77:1 (16x9).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vai começar a bagaça!

Pois é, fui vencido.  Tentei, juro que tentei me ver livre desse mundo, dessa blogosfera que tomou conta nos últimos anos da Internet.  Tanto que nem página pessoal mais eu tinha, apenas um site profissional, que mantenho a trancos e barrancos (o layout é de 2006, o que em termos de internet é o equivalente a Idade Média!) onde eu coloco meus trabalhos como designer (principalmente web), um ou outro artigo  que eu escrevi sobre o tema design (nem sei quando foi o último, mas certamente tem mais  de um ano) e meus textos que, um dia, talvez sejam publicados e lidos por muita gente (pra quem não sabe, além de designer, por formação, sou escritor, por hobby, tendo já registrado na Biblioteca Nacional dois romances, um conto e alguns roteiros). O fato é que dei o braço a torcer e entendi que para ser ouvido (e lido, claro) eu precisava me expor, não somente comentando blogs alheios (não que eu seja assíduo freqüentador de blogs, apenas acompanho um ou outro sobre cinema, cultura, mundo nerd, ou babaquices desse universo escatológico que é a internet); eu precisava ter mais espaço para escrever aquilo que me desse na telha sem limite de caracteres (não, não falo do Twitter) e sem risco de parecer mais um troller.

Tudo isso posto aí em cima, eu precisava então de um assunto pertinente; algo que fosse interessante e atual. Eu poderia começar falando do assunto da semana passada, que foi a tomada do Complexo do Alemão pelas forças de segurança no estado do Rio, ou poderia falar da estréia da parte 1 do último filme do Harry Potter (algo sobre o que eu pretendo ainda falar), mas isso já tem duas semanas. Cheguei a perguntar a essas minhas colegas de trabalho que tanto me incitaram a começar esse blog sobre o que afinal eu poderia falar que fosse interessante para um primeiro post que não somente uma mera apresentação (falando nisso, se você não sabe ainda, me chamo Rafael Poggi, tenho quase 35 anos, sou formado em desenho industrial pela UFRJ e trabalho atualmente como arquiteto de informação e analista de requisitos ). Eis então que um colega aqui chega feliz da vida ao trabalho e espalhando aos quatro ventos, e mostrando para quem quisesse ver, seu mais novo brinquedinho, um auto-presente de Natal antecipado: um iPad, o gadget do momento!

Mas afinal... o que é um iPad?!



O iPad é um ‘tablet PC’, um pequeno computador, de tela tátil (touch screen) de alta resolução, indicado para a consulta de correio eletrônico, navegar na Internet e para a leitura de jornais e livros.  Só.  Sim, isso mesmo. Só isso. Nada que um iPod ou iPhone ou qualquer outro smartphone já não fizesse também.  A única vantagem ai é sua tela maior (cerca de 12 polegadas), o que, convenhamos, passaria a ser uma desvantagem, pois teríamos que ter sempre uma mochila ou bolsa a tira-colo para  leva-lo (no bolso não cabe mesmo, nem naquela sua velha calça cargo).

No Brasil, esse brinquedinho, em sua versão mais básica, está saindo por módicos R$ 1.700,00 (divididos em 10 vezes sem juros no seu cartão!!!). Vou repetir: R$ 1.700,00, o preço de uma SUPER-MÁQUINA, um PC desktop de última geração, ou mesmo um ótimo  notebook. E até mesmo um outro tablet de outra marca, mas com muito mais utilidades. “Ah, mas é um Apple, né?”, diriam alguns. “Ah, mas da pra levar pra tudo quanto é lugar!”, diriam outros, e a esses eu digo: leva pra praia, leva! Não que alguém em sã consciência levaria um computador para a praia, mas, oras! Estamos falando de um tablet, de um media player, se muito! Não é para isso que ele serve? Ou você vai usa-lo em casa? Me desculpe se você disser que sim, mas em casa, sinceramente, meu notebook me serve muito bem quando não estou a fim de ficar sentado no escritório a frente de meu desktop e quero relaxar no sofá ou na cama enquanto confiro um e-mail ou leio algo no jornal on line, ou um blog!

Sei lá, pode parecer pura implicância minha. Talvez até seja recalque por não poder priorizar a compra de um brinquedinho desses e com ele presentear minha mulher no Natal. Entenda: se eu tivesse alguns milhares de reais sobrando na conta, ou mesmo milhões (alô, alô Mega Sena de Ano Novo!), talvez eu comprasse um desses, mas apenas por um ímpeto consumista. Como não tenho, não me faz falta, ou talvez somente eu me sinta melhor ao dizer que não me faz falta. Até há poucos anos atrás (poucos mesmo!) eu não fazia questão sequer de ter um telefone com câmera fotográfica, quando alguns amigos meus já tinham os seus com câmeras de 5 Megapixel e sonhavam com um iPhone. Eu simplesmente não via necessidade disso! Hoje, claro, eu tenho um telefone com uma câmera razoável, mas ele não é um smartphone, muito menos um iPhone, mas me serve perfeitamente para aquilo a que ele se propõe: fazer ligações. E, oportunamente, tirar uma foto de um flagrante no meio da rua (nada que eu precise que tenha ótima resolução para imprimir, digo, “revelar”). Não que eu não deseje eventualmente ter um desses telefones tochscreen que têm até acesso a TV digital. Simplesmente não me faz falta.  Assim como não me faz falta ter um iPad (ou mesmo outro tablet).

Quando o iPad foi lançado, a Apple vendeu três milhões e meio de unidades em um mês e meio.  Não duvido que um número expressivo como esse seja repetido aqui em terra brasilis. Afinal, tudo o que é produzido na Capital chega na colônia, como bons vassalos consumistas que somos. A esses milhares, talvez milhões, de tupiniquins que vão gastar uma pequena fortuna nesse aparelhinho que já chega ancião ao nosso mercado, eu digo: vão fazendo ai seu pezinho-de-meia que a Apple já já estará lançando no mercado o iPad 2. Com algumas funcionalidades a mais, talvez, tudo para justificar uma nova compra. As próximas 20 gerações de Steve Jobs agradecem.

E você, o que acha? Comenta ai!