quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Paulicéia incoerente


Amigos de São Paulo (capital). Por que exatamentee vocês estão criticando o prefeito Haddad? Estive morando ai por três meses e o que eu vi foi uma fantástica cidade onde tudo funciona. E quando não funciona é algo pontual, como em qualquer grande cidade.
Seria por conta das ciclo-faixas ou ciclo-vias? OK, ok, eu percebi que Sampa (como nós cariocas o chamamos) é uma cidade pouco plana, ou, na verdade, cheia de ladeiras! Quase uma São Francisco tupiniquim! Mas o uso de bicicletas em detrimento dos carros em qualquer cidade do mundo, principalmente em países desenvolvidos, é um movimento crescente. Por que Sampa seria diferente?
Seria por conta do fechamento da Av. Paulista para carros aos domingos e feriados? Ah, colé! Um dia por semana sem carro, minha gente! A cidade tem o melhor sistema de metrôs e trens urbanos do país (mesmo com todos os escândalos de corrupção do governo do estado - que é do PSDB! - a malha metroviária está em expansão, para dar inveja ao metroteco que temos aqui no Rio!) e você consegue chegar onde quiser, fazendo baldeação entre as linhas e com os ônibus municipais! Vai em dizer que no domingo uma única avenida (ok, a mais importante da cidade) vai te prejudicar? Tá bom.
Seria porque ele diminuiu a velocidade máxima permitida em perímetro urbano de 70 para 50 Km/h? Ora, não se consegue andar a mais de 30 km/h na maioria das vias da cidade, ainda mais em dias de trânsito ferrenho! OK, concordo que é uma limitação chata, mas altamente passável. Ninguém vai morrer por isso. Aliás, a idéia é essa, né?
Seria porque agora ele está dando passe de transporte para os desempregados por até 90 dias? Isso é o quê? coisa de comunista??? Desculpe, se você acha isso é um idiota.
Então, o que de tão ruim o Haddad fez por São Paulo nos últimos 4 anos? Só por ser do PT?

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Belezinhas: UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA

Dando um tempo nas compras internacionais (com o dólar na casa do R$ 4, impossível!), mostro aqui um bluray que comprei a módicos R$ 12 numa promoção da Livraria Cultura. É uma animação nacional de 2013, um FILMAÇO que merece ser visto e revisto: UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA, filme de Luis Bolognesi, com as vozes de Selton Melo, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro.

Eis o video:



A imagem do Bluray é simplesmente magnífica, realçando as cores e os traços da animação. Mas o que me chamou mais atenção é a qualidade do som. Todos os canais muito bem equalizados. Se você não tem um hometheater, CORRA e garanta o seu para assistir esse e outros filmes; certamente faz toda a diferença.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Luta de classes velada na telona

A luta de classes na sociedade é muito bem representada pela sétima arte. O clássico "O ENCOURAÇADO POTEMKIN" mostra o conflito entre as classes dominante e trabalhadora numa rússia pré-revolução.  "THE HELP" ("Histórias Cruzadas") mostra claramente a intransponível barreira, mesmo que invisível, entre patrão e empregado doméstico. Neste simplesmente maravilhoso "QUE HORAS ELA VOLTA", essa barreira, igualmente existente aqui no Brasil, começa a ser quebrada pelas atitudes de uma jovem filha de empregada doméstica que não consegue, aliás, não aceita a imposição social a que, por nascimento, é obrigada a viver.

Numa verdadeira aula de roteiro e cinema, Anna Muylaert conta com muita subjetividade e, em certo pontos, objetividade clara, a história de Val (Regina Casé, soberba), nordestina que deixou a filha aos cuidados de terceiros para trabalhar como doméstica em São Paulo, praticamente criando o filho de outra mulher. Quando sua filha Jéssica (Camila Márcila) resolve ir para São Paulo tentar o vestibular para a faculdade de arquitetura, o mundo de Val, e consequentemente o mundo de seus patrões, é virado de cabeça para baixo. Máscaras caem. A doméstica, que "é parte da família", começa a enxergar seu verdadeiro lugar dentro daquele micro-cosmos, onde não é bem vinda a mesa de jantar a não ser para servir. Aliás, enxergar não, entender.

Anna Muyalert é muito feliz em colocar a câmera praticamente sempre com o ponto de vista de Val, não exatamente com seus olhos, mas como o mundo é visto da cozinha para fora. Val, que nos é apresentada no início quase de maneira invisível, vai aos poucos ganhando espaço no enquadramento, até que se liberta finalmente das amarras, dos grilhões, e vai viver sua vida aos 50 e tantos tanos.  Nós nos simpatizamos com Val de cara, mas a medida que ela cresce no filme, mais simpatia nós sentimos. Mas, por outro lado, Anna é muito eloquente no que se refere a visão dos patrões, principalmente da patroa Bárbara (Karine Teles). Em nenhum momento "dona Bárbara"é colocada como a grande vilã opressora da estória. Ela simplesmente é o que é. Assim como Val, é a cria da sociedade. Ela não está errada na maneira como age, apenas é o que sempre foi; o retrato da hipocrisia. Resta ao público sentir pena dela, quando muito, e nada mais. Da mesma forma Jéssica, atrevida como é, causa certa antipatia por sua aparente falta de educação, mas ao mesmo tempo causa admiração por ser o elemento chave na reviravolta do status quo daquele ambiente.

"QUE HORAS ELA VOLTA", escolhido pelo Ministério da Cultura para pleitear uma vaga no Oscar do ano que vem, não pretende ser uma aula de civilidade mais do que é um excelente entretenimento, mas mesmo assim é um convite à reflecção sobre nosso papel rumo a uma sociedade um tantinho mais justa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Belezinhas via Amazon: INTERESTELLAR (digibook)

E lá vamos nós com mais um Belezinhas via Amazon - e ao que tudo indica o último do ano. Também, com o dólar a R$ 4,00 e a tia Dilma taxando TUDO o que vem de fora!

Sem delongas, apresento o vídeo dessa belíssima edição em digibook de INTERESTELLAR, o filmaço (mesmo que controverso) de Christopher Nolan, sua ópera espacial. Certamente, por conta do dólar e das taxas que tive que pagar, é o item mais caro de minha coleção...

Vamos ao video!


Gostou? Tá com dindin sobrando e não tem medo do leão da Dilma? Então, corre malandro! Tem na Amazon UK e na Amazon da Espanha.



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma tarde na Bienal do Livro com Eduardo Spohr.

Não é de hoje que eu faço com muito orgulho propaganda para esse que, além de amigo há décadas (sim, há decadas! estou velho!), é o mais talentoso escritor de sua geração (da minha também, rs), que elevou a literatura fantástica brasileira a um patamar há muito almejado.

Lembro-me de que fui acompanha-lo a Bienal do Livro lá nos idos de 2007 quando ele ganhou o prêmio do SENAI como melhor obra de ficção para autores não publicados com o badalado A BATALHA DO APOCALIPSE e, com isso, o direito a 100 exemplares impressos pela (infelizmente) hoje fechada Fábrica de Livros do SENAI.  A partir daí foi apenas ladeira acima, apoiados sempre de perto pelo pessoal do Jovem Nerd, que dedicou um NERDCAST inteiramente a BATALHA... (programa de que tive a honra de participar). O reconhecimento veio quase instantaneamente e hoje Dudu, como carinhosamente o chamamos, já é publicado em diversos países mundo a fora e prepara-se para lançar o derradeiro terceiro volume de FILHOS DO ÉDEN, entitulado PARAÍSO PERDIDO.

Semana passada eu tive a honra novamente de poder acompanha-lo a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, onde conversou com os fãs e distribuiu autógrafos e simpatia.

Confira aí o vídeo!

 

Vocô pode gostar também de ler a entrevista que fiz com o Spohr em maio de 2013, quando lançou ANJOS DA MORTE: clique aqui.