Wes Andersen ataca novamente! E com precisão! O GRANDE HOTEL BUDAPESTE é até então sua obra-prima! Podemos ver no filme elementos que ele trouxera em todas as suas produções anteriores, todo o realismo fantástico e personagens excêntricos e extremamente cativantes como nos acostumamos a conhecer desde "Os excêntricos Tenenbaums", de 2001.
A história de O GRANDE HOTEL... gira em torno do gerente Sr. Gustave (Ralph Fiennes, excelente!), bajulador e, mesmo com trejeitos efeminados, grande admirador do sexo oposto, principalmente se forem as senhoras hóspedes de seu hotel. Após a morte de uma de suas amantes, ele é acusado do roubo de um valioso quadro (que, aliás, fora deixando a ele como herança) e acaba preso. Daí, o filme que deveria ser sobre os bastidores de um grande hotel, passa a ser sobre fuga de prisão, o que rende sequências antológicas e de extremo prazer para o deleite do espectador.
O roteiro afinado, assinado pelo próprio Andersen e por Hugo Guiness, inspirado nos escritos de Stephan Zwig em, aliado à soberba fotografia de Robert Yeoman (parceiro de Anderson em outras produções, como "Moonrise Kingdom" e "Os Excêntricos Tenembaums") nos leva a um mundo mágico, mas não pela presença de seres mitológicos ou pó de pirlimpimpim, mas sim pela beleza das imagens e grandiosidade dos cenários e da própria história.
Fazem parte ainda do elenco Jude Law, Adrien Brody, William Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Edward "fucking awesome" Norton, Bill Murray, Tom Wilkinson e Saoirse Ronan, todos excelentes, todos extremamente bem dirigidos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Grande (jornada do) Herói
Estava devendo há algum tempo a resenha para esse filmaço que é OPERAÇÃO BIG HERO ("Big Hero 6", no original), último filme que assisti nos cinemas no ano passado (e até então). Sabe como é, janeiro, calor, muuuuito calor, férias... Enfim. Vamos lá!
Sem muito alarde, essa animação chegou aos cinemas brazucas (em cópias somente dubladas, claro, o que para mim é até melhor, visto que sou entusiasta das boas dublagens, principalmente em desenhos animados) e fui convencido por minha filha a leva-la para assistir. Tratando-se de uma animação Disney, não titubeei, muito embora não tivesse assistido a coisa alguma sobre o filme, nem sobre do que se tratava. Posso dizer apenas que não me arrependi.
Sem muito alarde, essa animação chegou aos cinemas brazucas (em cópias somente dubladas, claro, o que para mim é até melhor, visto que sou entusiasta das boas dublagens, principalmente em desenhos animados) e fui convencido por minha filha a leva-la para assistir. Tratando-se de uma animação Disney, não titubeei, muito embora não tivesse assistido a coisa alguma sobre o filme, nem sobre do que se tratava. Posso dizer apenas que não me arrependi.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Adeus 2014, já vai tarde!
Mais um ano se encerra em poucas horas. E logo em seguida mais outro começará. Um novo ciclo. Mas na verdade, parando pra pensar, é tudo a mesma coisa; amanhã será feriado, será o primeiro dia de um mês, e por ai vai. Nos resta, meros mortais, apenas a festa (mais um motivo pra festejar!!!), e a esperança de que os próximos 365 dias sejam melhores que os últimos. No meu caso, não tenho muito o que comemorar 2014 que, apesar de ter começado bem, com uma maravilhosa viagem em família pelo litoral do Rio Grande do Norte, foi se dirigindo ladeira abaixo até o dia de hoje. Pelo menos encerro com saúde.
E fora todo o cenário político-econômico nacional, que ficou na mesma e só tende a piorar, infelizmente, esse ano foi de muitas perdas na seara cultural. Tanto no Brasil quanto lá fora perdemos importantes artistas e intelectuais que só engrandeciam a nossa espécia, a nossa raça humana. Ficamos mais pobres sem eles.
Me despeço deste ano com um vídeo do canal TCM, que lembra os artistas de Hollywood que nos deixaram. Infelizmente o video não faz menção a nossos artistas e outras personalidades brasileiras, mas deixo aqui meu respeito, minha admiração e minhas saudades a José Wilker, Hugo Carvana, Eduardo Coutinho, Nelson Ned, Paulo Goulart, Jair Rodrigues e Ariano Suassuna. E, claro, não posso deixar de mencionar aquela que foi a maior perda do ano para várias gerações de fãs e admiradores: Roberto "Chesperito" Bolagnos, o Chaves.
E fora todo o cenário político-econômico nacional, que ficou na mesma e só tende a piorar, infelizmente, esse ano foi de muitas perdas na seara cultural. Tanto no Brasil quanto lá fora perdemos importantes artistas e intelectuais que só engrandeciam a nossa espécia, a nossa raça humana. Ficamos mais pobres sem eles.
Me despeço deste ano com um vídeo do canal TCM, que lembra os artistas de Hollywood que nos deixaram. Infelizmente o video não faz menção a nossos artistas e outras personalidades brasileiras, mas deixo aqui meu respeito, minha admiração e minhas saudades a José Wilker, Hugo Carvana, Eduardo Coutinho, Nelson Ned, Paulo Goulart, Jair Rodrigues e Ariano Suassuna. E, claro, não posso deixar de mencionar aquela que foi a maior perda do ano para várias gerações de fãs e admiradores: Roberto "Chesperito" Bolagnos, o Chaves.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Ao infinito - e além!
Já tem mais de uma semana que fui ao cinema, ressabiado pelas críticas, assistir a INTERESTELAR, o épico espacial de Christopher "Dark Knight' Nolan, escrito por ele e por seu irmão, Jonathan (responsável por outros roteiros filmados por Chris). Minha expectativa, então, estava lá embaixo, mas eu precisava tecer minha opinião, precisava conferir. Será que o filme é essa bomba mesmo? Não é possível, dado o histórico de filmaços assinados por Nolan, como a própria trilogia do Cavaleiro das Trevas, "Inception" e "Amnésia" (filmes que têm seus detratores também, claro!). Pois dada a minha baixa expectativa, com um saco de pipocas e um matte com limão (tenho evitado refrigerantes, mesmo no cinema), passei as quase 3 horas de projeção simplesmente hipnotizado, não pelos efeitos especiais, mas sim pela história mesmo.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Chamaram o síndico! Oba!!!
Depois do fiasco - na opinião deste que vos fala - que foi seu último filme ("Reis e Ratos"), Mauro Lima se redime com essa ode ao Rei do Soul Brasileiro e brinda o espectador com um drama musical que exprimi a alma de TIM MAIA. O roteiro, assinado pelo próprio Lima em parceria com Antonia Pellegrino tem como base o livro "VALE TUDO", de Nelson Mota (que também originou o excelente musical nos teatros, que elevou ao estrelato o neto Tiago de Senor "Silvio Santos" Abravanel), mas também baseou-se nas memórias de Fábio (interpretado por Cauã Reymond), melhor amigo e maior incentivador da carreira de Tião, a.k.a. Tim.
Com um vida intensa, seria demasiada pretensão achar que tudo caberia em duas horas de filme. Mauro Lima conseguiu ir um pouco além (quase 2h30min!), mas mesmo assim algumas passagens da vida do cantor ficaram de fora, e outras foram apenas sugeridas, como as dezenas de processos que Tim carregou nas costas pelos mais diversos motivos, entre eles, quebra de contrato com gravadoras e com casas de shows (Tim era conhecido por não comparecer a muitos de seus shows e, quando comparecia, tocava o rebu com a direção e a técnica por conta do som). Não, ele não era uma estrela. Não exigia mil toalhas brancas e uvas se caroço servidas por virgens. Ele simplesmente era perfeccionista com a qualidade de sua música (que penou para lançar!) e, claro, rabugento e deveras primadona.
Babu Santana (que faz o Tim adulto) sai-se muito bem com seu primeiro papel de protagonista, mas Robson Nunes, que dá vida ao Tim jovem (papel, aliás, que ele já fez na TV), não deixa nada a dever. A caracterização do controverso personagem em suas várias fases está excelente; aliás, toda a direção de arte é merecedora de todos os elogios! O filme retrata bem os anos 1950 a 1990 e a câmera de Mauro consegue captar a essência da história, mesmo com recursos limitados (os takes dos shows são curtos, por exemplo, a câmera fechada mostra pouco da platéia, mas a emoção está lá, transbordando da tela!).
Completam o elenco Aline Moraes, como o grande amor da vida de Tim, e George Sauma, como o Roberto Carlos da Jovem Guarda. Impagável!
Com um vida intensa, seria demasiada pretensão achar que tudo caberia em duas horas de filme. Mauro Lima conseguiu ir um pouco além (quase 2h30min!), mas mesmo assim algumas passagens da vida do cantor ficaram de fora, e outras foram apenas sugeridas, como as dezenas de processos que Tim carregou nas costas pelos mais diversos motivos, entre eles, quebra de contrato com gravadoras e com casas de shows (Tim era conhecido por não comparecer a muitos de seus shows e, quando comparecia, tocava o rebu com a direção e a técnica por conta do som). Não, ele não era uma estrela. Não exigia mil toalhas brancas e uvas se caroço servidas por virgens. Ele simplesmente era perfeccionista com a qualidade de sua música (que penou para lançar!) e, claro, rabugento e deveras primadona.
Babu Santana (que faz o Tim adulto) sai-se muito bem com seu primeiro papel de protagonista, mas Robson Nunes, que dá vida ao Tim jovem (papel, aliás, que ele já fez na TV), não deixa nada a dever. A caracterização do controverso personagem em suas várias fases está excelente; aliás, toda a direção de arte é merecedora de todos os elogios! O filme retrata bem os anos 1950 a 1990 e a câmera de Mauro consegue captar a essência da história, mesmo com recursos limitados (os takes dos shows são curtos, por exemplo, a câmera fechada mostra pouco da platéia, mas a emoção está lá, transbordando da tela!).
Completam o elenco Aline Moraes, como o grande amor da vida de Tim, e George Sauma, como o Roberto Carlos da Jovem Guarda. Impagável!
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